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	<title>Tecendo a Própria Vida &#187; comportamento</title>
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	<description>Arte, Palavras e Carinho</description>
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		<title>Auto-estima</title>
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		<pubDate>Wed, 11 May 2011 20:53:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2011/05/11/auto-estima/"></g:plusone></div>
Mário Quintana Não corra atrás das borboletas, cuide do seu jardim e elas virão até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você! Post from: Tecendo a Própria Vida, &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2011/05/11/auto-estima/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2011/05/11/auto-estima/">Auto-estima</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2011/05/11/auto-estima/"></g:plusone></div>
<p style="text-align: right;"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/3074368_large.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-398" title="3074368_large" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/05/3074368_large.jpg" alt="" width="500" height="376" /></a></p>
<p style="text-align: right;">Mário Quintana</p>
<p>Não corra atrás das borboletas, cuide do seu jardim e elas virão até  você. No final das contas, você vai achar não quem você estava  procurando, mas quem estava procurando por você!</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2011/05/11/auto-estima/">Auto-estima</a></p>

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		<title>O fascínio das celebridades</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2011/04/19/o-fascinio-das-celebridades/</link>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 01:58:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2011/04/19/o-fascinio-das-celebridades/"></g:plusone></div>
Marcelo Guerra No próximo dia 29 de abril será realizado o aguardado casamento do príncipe William com Kate Middleton, o que a imprensa anuncia como o “Casamento do Século”, repetindo o que ocorreu com o dos pais do príncipe, o &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2011/04/19/o-fascinio-das-celebridades/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2011/04/19/o-fascinio-das-celebridades/">O fascínio das celebridades</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2011/04/19/o-fascinio-das-celebridades/"></g:plusone></div>
<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } --><a href="http://marceloguerra.com.br" target="_blank">Marcelo Guerra</a></p>
<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/prince-william-kate-middleton3.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-379" title="Britain's Prince William smiles as he walks with his girlfriend Kate Middleton at RAF Cranwell, central England" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/prince-william-kate-middleton3.jpg" alt="" width="470" height="375" /></a></p>
<p>No próximo dia 29 de abril será realizado o aguardado casamento do príncipe William com Kate Middleton, o que a imprensa anuncia como o “Casamento do Século”, repetindo o que ocorreu com o dos pais do príncipe, o Príncipe Charles e a Princesa Diana.</p>
<p>Recentemente encerrou-se mais uma edição do Big Brother Brasil, novamente com uma enorme audiência. Revistas e sites especializados na vida de celebridades estão entre os mais lidos em todos os tempos. Alguns artistas e esportistas lançam mão desses veículos de comunicação para se promover, sendo presenças assíduas neles. Diante de qualquer acontecimento polêmico, a imprensa busca a opinião não só de especialistas, mas também de celebridades.</p>
<p>De onde vem o fascínio que as celebridades exercem sobre o nosso imaginário? Se você busca uma resposta  superficial, pode contentar-se com a natural curiosidade que temos pela vida dos outros, amplificada pela cobertura jornalística. Queremos saber como as celebridades vivem, o que gostam de fazer, o que comem, o que vestem, como são as suas casas.</p>
<p>Há algo mais nesse interesse. Cada celebridade simboliza um ideal. A rainha da Inglaterra é um símbolo de todas as qualidades que podemos atribuir aos ingleses. Podemos imaginar que, todas as tardes, ela senta-se pontualmente às 5h para tomar um chá com sua <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a> real, e nos surpreenderíamos se ela saísse nesse horário para pegar um lanche num drive-thru de alguma lanchonete. Ela carrega toda a tradição da realeza e dos costumes ingleses. Cada cidadão inglês pode , assim, identificar-se com a rainha.</p>
<p>Em relação a artistas ou esportistas, cada um representa um atributo que podemos admirar ou invejar. Podemos admirar a alegria transbordante de Ivete Sangallo, a determinação de Ayrton Senna e o desejo de chocar de Lady Gaga. Cada um terá sua legião de admiradores. Eu posso admirar aquele traço que ainda pretendo desenvolver na minha vida, ou aquilo que nunca ousaria fazer, mas que a celebridade fez em meu lugar. Dificilmente veremos alguém vestido com bifes de carne numa festa, mas muitos admiraram a Lady Gaga por ter tido a ousadia de vestir-se assim, pretensamente sem importar-se com a opinião alheia.</p>
<p>Na adolescência é comum a busca por ídolos que representem um ideal de vida. O adolescente busca, através dos ídolos, um modelo daquilo que pretende ser quando adulto. Quando eu era adolescente, meu grande ídolo era o Zico, craque do Flamengo, e ainda hoje o admiro muito. Minha admiração não se restringia à habilidade com que jogava futebol, mas também à seriedade, ao compromisso com o time  e  ao exemplo de superação de situações adversas.</p>
<p>No caso específico de um casamento de um príncipe com uma mulher de classe média, o simbolismo torna-se ainda mais forte, já que muitas mulheres e adolescentes alimentam a fantasia inconsciente de encontrar um príncipe encantado. Kate encontrou um príncipe de verdade! Seu casamento reafirma a todas as mulheres que é possível , mesmo que o príncipe não tenha título de nobreza.</p>
<p>É pela força da identificação com nossos ideais que as celebridades podem cair em desgraça com uma grande facilidade. Quando alguma notícia desfavorável chega ao público, não é só pelo fato noticiado que as pessoas se sentem decepcionadas, mas pela quebra do símbolo. No fim das contas, aquele ídolo também erra, também tem incoerências, também é humano.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2011/04/19/o-fascinio-das-celebridades/">O fascínio das celebridades</a></p>

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		<title>A força da primeira impressão</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/09/22/a-forca-da-primeira-impressao/</link>
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		<pubDate>Wed, 22 Sep 2010 18:28:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/09/22/a-forca-da-primeira-impressao/"></g:plusone></div>
Marcelo Guerra Um interessante estudo realizado pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Waterloo, no Canadá, analisou a influência do ambiente de fundo sobre a percepção da expressão de uma pessoa. Os participantes da experiência eram solicitados a classificar a &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/09/22/a-forca-da-primeira-impressao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/09/22/a-forca-da-primeira-impressao/">A força da primeira impressão</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/09/22/a-forca-da-primeira-impressao/"></g:plusone></div>
<p><a href="http://marceloguerra.com.br/" target="_blank">Marcelo Guerra</a></p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-351" title="902_L" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/09/902_L-300x199.jpg" alt="" width="300" height="199" /></p>
<p>Um interessante estudo realizado pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Waterloo, no Canadá, analisou a influência do ambiente de fundo sobre a percepção da expressão de uma pessoa. Os participantes da experiência eram solicitados a classificar a expressão de diferentes pessoas em fotos. Algumas pessoas nas fotos exibiam expressão de alegria, outras de raiva, e outras faziam cara de paisagem, ou seja, uma expressão neutra. O detalhe é que o fundo das fotos variava entre lugares alegres e outros meio soturnos.</p>
<p>Pois bem, os observadores classificaram como alegres predominantemente as fotos em que o fundo era alegre, independente da expressão das pessoas. Então, uma pessoa com a expressão de raiva, mas com o fundo alegre, era geralmente classificada como alegre. Diante de uma imagem em que a pessoa aparecia sorrindo, mas o fundo era escuro ou pouco atraente, os observadores associaram à tristeza.</p>
<p>JULGAMENTO ALTERADO</p>
<p>Este estudo mostrou a importância do contexto para o julgamento de nossas experiências. Aplicando isso a um <a href="/category/relacionamento/" title="View all posts filed under relacionamento">relacionamento</a> <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>oso, o primeiro encontro pode influenciar a impressão deixada no outro de acordo com o local escolhido. Numa praia, num lugar junto à natureza, como um belo jardim, a impressão causada tende a ser mais positiva. O oposto disso seria marcar um encontro num túnel ou num viaduto. É claro que a primeira impressão muitas vezes é ilusória e a convivência muda esse julgamento, aproximando-o mais da realidade.</p>
<p>O comércio e a publicidade já perceberam essa associação entre o ambiente e o efeito que ele causa na percepção das pessoas. Assim, entramos numa butique pela beleza da arrumação da sua vitrine, pelo perfume que impregna o ar da loja, pela beleza das atendentes. Uma loja mal cuidada tende a afastar seus potenciais clientes, que precisam ser atraídos por algo a mais. Nas propagandas na TV sempre há esta associação. Belíssimos lugares por onde alguém caminha para divulgar uma marca de uísque, praias paradisíacas onde a cerveja fica mais gostosa e gelada, paisagens panorâmicas onde se fuma o melhor cigarro.</p>
<p>ALÉM DA PRIMEIRA IMPRESSÃO</p>
<p>Esta pesquisa demonstra a importância de não descuidarmos da aparência do ambiente, se quisermos causar uma boa impressão, mas o mais importante é que a primeira impressão é influenciada demais por fatos alheios à essência do que procuramos. Num <a href="/category/relacionamento/" title="View all posts filed under relacionamento">relacionamento</a> <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>oso, por exemplo, buscamos alguém que tenha determinadas qualidades, e não alguém que eu encontre num jardim de Monet. Se quero comprar uma roupa, o ideal é que ela seja bonita, e não a loja, afinal de contas eu vou vestir a roupa e andar com ela por aí, e a loja vai ficar parada no endereço dela.</p>
<p>A lição desta pesquisa é olhar além da primeira impressão, estar presente e atento ao que você busca e não perder o foco pela beleza ou feiúra do ambiente em que você está.</p>
<p>Publicado anteriormente na <a href="http://www.personare.com.br/revista/identidade/materia/848/a-forca-da-primeira-impressao" target="_blank">Revista Personare</a></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/09/22/a-forca-da-primeira-impressao/">A força da primeira impressão</a></p>

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		</item>
		<item>
		<title>Curso de Biografia Pessoal em Juiz de Fora</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/08/09/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora-2/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Aug 2010 18:47:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/08/09/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora-2/"></g:plusone></div>
ATENÇÃO: NOVO LOCAL!!!! A Pesquisa Auto-Biográfica permite olhar para a própria história e expressá-la de diferentes maneiras (falando, escrevendo, pintando, dançando), ver o trajeto que percorremos na vida, como se olhássemos para a própria biografia do alto de uma montanha, &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/08/09/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora-2/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/08/09/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora-2/">Curso de Biografia Pessoal em Juiz de Fora</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/08/09/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora-2/"></g:plusone></div>
<h2 style="text-align: center;">ATENÇÃO: NOVO LOCAL!!!!</h2>
<p><a href="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2010/05/crianças-brincando-quadro.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-622" title="crianças brincando quadro" src="http://daoterapias.com.br/wp-content/uploads/2010/05/crianças-brincando-quadro.jpg" alt="" width="800" height="642" /></a></p>
<p>A Pesquisa Auto-Biográfica permite olhar para a própria história e expressá-la de diferentes maneiras (falando, escrevendo, pintando, dançando), ver o trajeto que percorremos na vida, como se olhássemos para a própria biografia do alto de uma montanha, o que traz uma visão panorâmica do sentido. E agora, para onde vou? Como corrijo o percurso para reencontrar o sentido da minha história? Quando sigo o fluxo do sentido, encontro paz interior, mesmo que tenha mais trabalho.</p>
<p>A síntese da programação é a seguinte:</p>
<ul>
<li>informação sobre as fases da vida, as leis biográficas;</li>
<li>contato com o próprio corpo: danças circulares;</li>
<li>contato com o inconsciente: atividades artísticas (aquarela e colagem, a princípio), conto de fadas;</li>
<li>reflexão individual: a escrita da vida;</li>
<li>reflexão em grupo: contando a própria história;</li>
<li>eu hoje: identificando a minha pergunta;</li>
<li>pensando o amanhã: projetando metas para a minha vida.</li>
</ul>
<p>Coordenação:</p>
<ul>
<li>Rosângela Cunha</li>
</ul>
<p>Psicóloga, Gestalt-terapeuta e Terapeuta Biográfica</p>
<ul>
<li>Marcelo Guerra</li>
</ul>
<p>Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico</p>
<p><strong><span style="color: #800080;">Onde e quando? Novo Local:</span></strong></p>
<p>Em Juiz de Fora, na <a href="http://www.pousadalagodaspedras.com.br/" target="_blank">Pousada Lago das Pedras</a>, de 19 a 22 de agosto de 2010.</p>
<p><span style="color: #800080;"><strong>Quanto?</strong></span></p>
<p>R$1050,00 ou 4XR$262,50</p>
<p>A inscrição é efetivada com o depósito da 1ª parcela.</p>
<div>
<p>Escreva para <a href="mailto:rosangela@terapiabiografica.com.br" target="_blank">rosangela@terapiabiografica.com.br</a> ou <a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br" target="_blank">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a> para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:</p>
<p><strong>(32)8887-8660, (21)7697-8982</strong></p>
<p><strong>Observação:</strong></p>
<p>Para as pessoas que residem no Rio de Janeiro, este é o de mais fácil acesso, pois há ônibus saindo da Rodoviária Novo Rio para Juiz de Fora pela Viação Útil.</p>
<p>Devido à intensidade do trabalho e da necessidade de supervisão durante todo o período do curso, as VAGAS SÃO LIMITADAS.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
</div>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/08/09/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora-2/">Curso de Biografia Pessoal em Juiz de Fora</a></p>

	<div style="">
		<a href="http://twitter.com/share" class="twitter-share-button" data-count="horizontal" data-text="Curso de Biografia Pessoal em Juiz de Fora" data-url="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/08/09/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora-2/"  data-via="marceloguerra">Tweet</a>
	</div>
	<script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script><p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2010/08/09/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora-2/" rel="bookmark">Curso de Biografia Pessoal em Juiz de Fora</a> originally appeared on <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida</a> on 9 August, 2010.</p>
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		<title>Curso de Biografia Pessoal em Juiz de Fora</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Jun 2009 18:13:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://terapiabiografica.com.br/blog/?p=273</guid>
		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora/"></g:plusone></div>
O trabalho biográfico de base antroposófica busca clarear o sentido da vida, a missão de vida, através do resgate de fatos da vida. Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora/">Curso de Biografia Pessoal em Juiz de Fora</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora/"></g:plusone></div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-274" title="Munch 4 ages" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/06/Munch-4-ages.jpg" alt="Munch 4 ages" width="337" height="450" /></p>
<p>O trabalho <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a> de base antroposófica busca clarear o <a href="/category/sentido-da-vida/" title="View all posts filed under sentido da vida">sentido da vida</a>, a missão de vida, através do resgate de fatos da vida. Entender a própria história permite transformar o presente, e viver em plenitude dentro da missão de vida que escolhemos para nós mesmos.</p>
<p class="western">O trabalho <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a> lança mão de reflexão individual, resgatando os fatos do passado de cada um; da partilha desses fatos em grupo, onde muitas vezes o outro funciona como espelho; e através da <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, que é a forma de expressão pela qual o Eu interior melhor se expressa. Assim jogamos luz em nossas vivências, e percebemos como nosso <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> se manifesta, para podermos fazer as mudanças necessárias em nossas vidas para agir de acordo com ele e sermos mais felizes e saudáveis.</p>
<p class="western" align="justify"><span style="color: #ff0000;"><strong>Em Juiz de Fora, de 20 a 23 de agosto de 2009, no Seminário da Floresta.</strong></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="color: #c00000;"><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Coordenadores: </span></span></span></strong></p>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Rosângela Cunha</span></span></strong></p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 0.39cm;"><strong><span style="font-size: small;">Psicóloga, Gestalt-terapeuta e</span></strong><strong> </strong><strong><span style="font-size: small;"><span style="font-style: normal;">Terapeuta Biográfica </span></span></strong></p>
<ul>
<li>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="font-size: small;"><span style="text-decoration: underline;">Marcelo 	Guerra</span></span></strong></p>
</li>
</ul>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><strong><span style="font-size: small;">Médico Homeopata e Terapeuta Biográfico</span></strong></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"><span style="font-family: Gill Sans MT,sans-serif;"><span style="font-size: medium;">(<a href="http://www.formacaobiograficamg.com/" target="_blank">Formação Biográfica &#8211; Minas Gerais &#8211; Escola Livre de Formação Biográfica</a><br />
Membro do International Trainers Forum em conexão com a General Anthroposophical Section of the School of Spiritual Science do Goetheanum &#8211; Dornach/Suiça.)</span></span></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Escreva para <a href="mailto:santana@terapiabiografica.com.br">santana@terapiabiografica.com.br</a> ou <a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a> para mais informações. Ou ligue para falar com um de nós:</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">(21)7697<span class="number" dir="ltr">-8982</span>, Marcelo</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">(32)8887-8660, Rosângela</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm;">Investimento:</p>
<ul>
<li>até 30 de junho   &#8211; R$980,00 ou 4x R$245,00;</li>
<li>até 31 de julho &#8211; R$1050,00 ou 3x R$350,00;</li>
<li>até 20 de agosto &#8211; R$1150,00 ou 1xR$370,00 + 2x R$390,00</li>
</ul>
<p>A confirmação da inscrição é feita mediante o depósito da primeira parcela. O preço inclui os honorários, o material a ser usado nas vivências, a hospedagem em apartamento individual com alimentação completa durante o período do workshop, e os custos com a divulgação.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/06/16/curso-de-biografia-pessoal-em-juiz-de-fora/">Curso de Biografia Pessoal em Juiz de Fora</a></p>

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		</item>
		<item>
		<title>O que é um homem?</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/22/o-que-e-um-homem/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/22/o-que-e-um-homem/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 May 2009 12:55:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://terapiabiografica.com.br/blog/?p=268</guid>
		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/22/o-que-e-um-homem/"></g:plusone></div>
Quem é que vai por aí aflito, místico, nu? Como é que eu tiro energia da carne de boi que como? O que é um homem, enfim? O que é que eu sou? O que é que vocês são? Tudo &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/22/o-que-e-um-homem/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/22/o-que-e-um-homem/">O que é um homem?</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/22/o-que-e-um-homem/"></g:plusone></div>
<p><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/05/picassohomme-barbu-1962-35-x-27-cm-colored-linocut-museu-238x300.jpg" alt="picassohomme-barbu-1962" title="picassohomme-barbu-1962" width="238" height="300" class="aligncenter size-medium wp-image-269" /><br />
Quem é que vai por aí<br />
aflito, místico, nu?<br />
Como é que eu tiro energia<br />
da carne de boi que como?</p>
<p>O que é um homem, enfim?<br />
O que é que eu sou?<br />
O que é que vocês são?</p>
<p>Tudo o que eu digo que é meu,<br />
vocês podem dizer que é de vocês:<br />
de outro modo, escutar-me<br />
seria perder tempo.</p>
<p>Não ando pelo mundo a lastimar<br />
o que o mundo lastima em demasia:<br />
que os meses sejam de vácuo<br />
e o chão seja de lama<br />
e podridão.</p>
<p>A gemer e acovardar-se,<br />
cheio de pós para inválidos,<br />
o conformismo pode ficar bem<br />
para os de quarta categoria;<br />
eu ponho o meu chapéu como bem quero,<br />
dentro ou fora de portas.</p>
<p>Por que iria eu rezar?<br />
Por que haveria eu de me curvar<br />
e fazer rapapés?</p>
<p>Tendo até os estratos perquirido,<br />
analisado até um fio de cabelo,<br />
consultado doutores<br />
e feito os cálculos apropriados,<br />
eu não encontro gordura mais doce<br />
do que a inserida em meus próprios ossos.</p>
<p>Em toda pessoa eu vejo a mim mesmo,<br />
nem mais nem menos um grão de mostarda,<br />
e o bem ou mal que falo de mim mesmo<br />
falo dela também.</p>
<p>Sei que sou sólido e são,<br />
para mim num permanente fluir<br />
convergem os objetos do universo;<br />
todos estão escritos para mim<br />
e eu tenho de saber o que significa<br />
o que está escrito.</p>
<p>Sei que sou imortal,<br />
sei que esta minha órbita não pode<br />
ser traçada<br />
pelo compasso de um carpinteiro qualquer.<br />
Sei que não passarei</p>
<p>assim que nem verruga de <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a><br />
que à noite se remove<br />
com um alfinete flambado.</p>
<p>Eu sei que sou majestoso,<br />
não vou tirar a paz do meu espírito<br />
para mostrar quanto vale<br />
ou para ser compreendido:<br />
tenho visto que as leis elementares<br />
jamais pedem desculpas.<br />
(Eu reconheço que, afinal de contas,<br />
não levo meu orgulho<br />
além do nível a que elevo minha casa.)</p>
<p>Existo como sou,<br />
isso é o que basta:<br />
se ninguém mais no mundo<br />
toma conhecimento,<br />
eu me sento contente;<br />
e se cada um e todos<br />
tomam conhecimento,<br />
eu contente me sento.</p>
<p>Existe um mundo<br />
que toma conhecimento,<br />
e este é o maior para mim:<br />
o mundo de mim mesmo.<br />
Se a mim mesmo eu chegar hoje,<br />
daqui a dez mil ou dez milhões de anos,<br />
posso alcançá-lo agora bem-disposto<br />
ou posso bem-disposto esperar mais.</p>
<p>O lugar de meus pés<br />
está lavrado e ajustado em granito:<br />
rio-me do que dizem ser dissolução<br />
- conheço bem a amplitude do tempo.</p>
<p><em>Walt Whitman</em></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/05/22/o-que-e-um-homem/">O que é um homem?</a></p>

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		</item>
		<item>
		<title>Qual é a felicidade possível?</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/06/qual-e-a-felicidade-possivel/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/06/qual-e-a-felicidade-possivel/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 06 Mar 2009 15:42:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/06/qual-e-a-felicidade-possivel/"></g:plusone></div>
Leonardo Boff &#8211; teólogo A felicidade é um dos bens mais ansiados pelo ser humano. Mas não pode ser comprada nem no mercado, nem bolsa, nem nos bancos. Apesar disso, ao redor dela se criou toda uma indústria que vem &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/06/qual-e-a-felicidade-possivel/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/06/qual-e-a-felicidade-possivel/">Qual é a felicidade possível?</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/06/qual-e-a-felicidade-possivel/"></g:plusone></div>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-205" title="happy" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/happy-world-thumb6004252.jpg" alt="happy" width="300" height="300" /></p>
<p>Leonardo Boff &#8211; teólogo</p>
<p>A felicidade é um dos bens mais ansiados pelo ser humano. Mas não pode ser comprada nem no mercado, nem bolsa, nem nos bancos. Apesar disso, ao redor dela se criou toda uma indústria que vem sob o nome de auto-ajuda. Com cacos de ciência e de psicologia, procura-se oferecer uma fórmula infalível para alcançar &#8220;a vida que você sempre sonhou&#8221;. Confrontada, entretanto, com o curso irrefragável das coisas, ela se mostra insustentável e falaciosa.</p>
<p>Curiosamente, a maioria dos que buscam a felicidade intui que não pode encontrá-la na ciência pura ou nalgum centro tecnológico. Vai a um pai ou mãe-de- santo ou a um centro espírita ou freqüenta um grupo carismático, consulta um guru ou lê o horóscopo ou estuda o I-Ching da felicidade. Tem consciência de que a produção da felicidade não está na razão analítica e calculatória, mas na razão sensível e na inteligência emocional e cordial. Isso porque a felicidade deve vir de dentro, do coração e da sensibilidade.</p>
<p>Para dizer logo, sem outras mediações, não se pode ir direto à felicidade. Quem o faz, é quase sempre infeliz. A felicidade resulta de algo anterior: da essência do ser humano e de um sentido de justa medida em tudo.</p>
<p>A essência do ser humano reside na capacidade de relações. Ele é um nó de relações, uma espécie de rizoma, cujas raízes apontam para todas as direções. Só se realiza quando ativa continuamente sua panrelacionalidade, com o universo, com a natureza, com a sociedade, com as pessoas, com o seu próprio coração e com Deus. Essa relação com o diferente lhe permite a troca, o enriquecimento e a transformação. Deste jogo de relações, nasce a felicidade ou a infelicidade na proporção da qualidade destes <a href="/category/relacionamento/" title="View all posts filed under relacionamento">relacionamento</a>s. Fora da relação não há felicidade possível.</p>
<p>Mas isso não basta. Importa viver um sentido profundo de justa medida no quadro da concreta condição humana. Esta é feita de realizações e de frustrações, de violência e de carinho, de monotonia do cotidiano e de emergências surpreeendentes, de saúde, de doença e, por fim, de <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>.</p>
<p>Ser feliz é encontrar a justa medida em relação a estas polarizações. Daí nasce um equilíbrio criativo: sem ser pessimista demais porque vê as sombras, nem otimista demais porque percebe as luzes. Ser concretamente realista, assumindo criativamente a incompletude da vida humana, tentando, dia a dia, escrever direito por linhas tortas.</p>
<p>A felicidade depende desta atitude, especialmente quando nos confrontamos com os limites incontornáveis, como, por exemplo, as frustrações e a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>. De nada adianta ser revoltado ou resignado. Mas tudo muda se formos criativos: fazer dos limites fontes de energia e de crescimento. É o que chamamos de resiliência: a <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de tirar vantagens das dificuldades e dos fracassos.</p>
<p>Aqui tem seu lugar um sentido espiritual da vida, sem o qual a felicidade não se sustenta a médio e a longo prazo. Então aparece que a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> não é inimiga da vida, mas um salto rumo a uma outra ordem mais alta. Se nos sentimos na palma das mãos de Deus, serenamos. Morrer é mergulhar na Fonte. Desta forma, como diz Pedro Demo, um pensador que no Brasil melhor estudou a &#8220;Dialética da Felicidade&#8221; (em três volumes, pela Vozes): &#8220;Se não dá para trazer o céu para terra, pelo menos podemos aproximar o céu da terra&#8221;. Eis a singela e possível felicidade que podemos penosamente conquistar como filhos e filhas de Adão e Eva decaídos.</p>
<p>Fonte: <a href="http://quest1.jb.com.br/editorias/pais/papel/2008/07/21/pais20080721019.html" target="_blank">Jornal do Brasil</a></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/06/qual-e-a-felicidade-possivel/">Qual é a felicidade possível?</a></p>

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		</item>
		<item>
		<title>Álcool na TV estimula consumo imediato de bebidas</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/05/alcool-na-tv-estimula-consumo-imediato-de-bebidas/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/05/alcool-na-tv-estimula-consumo-imediato-de-bebidas/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 20:52:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[alcoolismo]]></category>
		<category><![CDATA[TV]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/05/alcool-na-tv-estimula-consumo-imediato-de-bebidas/"></g:plusone></div>
Uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Radboud, Holanda, sugere que as pessoas tendem a consumir álcool quando veem pessoas bebendo em filmes ou em comerciais enquanto assistem à TV. Os pesquisadores monitoraram o comportamento de 80 jovens enquanto &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/05/alcool-na-tv-estimula-consumo-imediato-de-bebidas/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/05/alcool-na-tv-estimula-consumo-imediato-de-bebidas/">Álcool na TV estimula consumo imediato de bebidas</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/05/alcool-na-tv-estimula-consumo-imediato-de-bebidas/"></g:plusone></div>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-202" title="beer-and-tv-717115" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/03/beer-and-tv-717115-300x199.jpg" alt="beer-and-tv-717115" width="300" height="199" /><br />
Uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Radboud, Holanda, sugere que as pessoas tendem a consumir álcool quando veem pessoas bebendo em filmes ou em comerciais enquanto assistem à TV.</p>
<p>Os pesquisadores monitoraram o <a href="/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a> de 80 jovens enquanto eles assistiam televisão e descobriram que os que viam mais referências a bebidas alcoólicas bebiam duas vezes mais do que os que não as viam.</p>
<p>&#8220;Nosso estudo mostra claramente que mostrar bebidas alcoólicas em filmes e propagandas não apenas afeta as atitudes das pessoas e as regras para bebida na sociedade, mas pode funcionar como uma sugestão que afeta o desejo e o subsequente consumo de bebida&#8221;, afirmou o pesquisador que liderou o estudo Rutger Engels.<br />
A equipe de cientistas dividiu os 80 jovens, com idades entre 18 e 29 anos, em quatro grupos.</p>
<p>O primeiro grupo assistiu ao filme American Pie &#8211; A Primeira Vez é Inesquecível, um filme com muitas referências ao consumo de bebidas alcoólicas, e também assistiu às propagandas de bebidas que interrompiam o filme.</p>
<p>O segundo grupo assistiu ao mesmo longa sem interrupções de propagandas.</p>
<p>O terceiro grupo assistiu ao filme 40 Dias e 40 Noites, longa que tem menos referências a bebidas alcoólicas, interrompido por propagandas de bebidas.</p>
<p>O grupo final assistiu ao mesmo longa, mas sem as interrupções.</p>
<p>Durante a exibição os participantes tinham acesso a uma geladeira que continha cerveja, pequenas garrafas de vinho e refrigerantes.</p>
<p>Os que assistiram American Pie &#8211; A Primeira Vez é Inesquecível com as propagandas de bebidas consumiram quase três garrafas de bebidas alcoólicas, em comparação a 1,5 garrafa consumida por aqueles que assistiram 40 Dias e 40 Noites sem as propagandas de bebidas.</p>
<p>De acordo com o pesquisador Rutger Engels as descobertas da pesquisa sugerem que existem razões para restringir as propagandas e introduzir mensagens de alerta em filmes.</p>
<p>Mas Engels acrescentou que são necessários mais estudos para estabelecer as implicações das propagandas e referências a bebidas em filmes sobre o consumo de álcool a longo prazo.</p>
<p>O diretor-executivo da organização britânica Alcohol Concern, Don Shenker, disse que o estudo reforça a necessidade de se restringir ainda mais a propaganda de bebidas alcoólicas ou de se considerar sua proibição definitiva.</p>
<p>&#8220;Infelizmente a propaganda e promoção de bebidas alcoólicas em filmes e na televisão geralmente apresenta o ato de beber apenas como um ritual social positivo e não mostra os danos potenciais que a bebida pode causar&#8221;, afirmou.</p>
<p>Normas da União Europeia determinam que os anúncios de bebidas veiculados nos países do bloco não podem promover o consumo usando <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s ou mostrar a bebida como uma ferramenta para sucesso social ou sexual. A propaganda também não pode encorajar o excesso de bebida.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2009/03/05/alcool-na-tv-estimula-consumo-imediato-de-bebidas/">Álcool na TV estimula consumo imediato de bebidas</a></p>

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		<title>Entrevista com Joseph Campbell</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Oct 2008 12:26:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
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		<category><![CDATA[mitologia]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/"></g:plusone></div>
http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/ Uma Entrevista com Joseph Campbell Escrito por Josenildo Marques em 24 Agosto, 2007 A entrevista abaixo foi publicada no The Goddard Journal (vol. 1, nº 4) em 9 de junho de 1968. Nela Joseph Campbell fala sobre metodologia no estudo &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/">Entrevista com Joseph Campbell</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/"></g:plusone></div>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://monomito.files.wordpress.com/2006/12/josephcampbell3.jpg" alt="Campbell" /></p>
<div style="text-align: left;"><a href="http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/" target="_blank">http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/</a></p>
<div style="display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;"></div>
</div>
<h2 style="text-align: left;"><a title="Link permanente para Uma Entrevista com Joseph Campbell" rel="bookmark" href="http://monomito.wordpress.com/2007/08/24/uma-entrevista-com-joseph-campbell/" target="_blank">Uma Entrevista com Joseph Campbell</a></p>
<div style="display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;"></div>
</h2>
<div></div>
<p style="text-align: left;">Escrito por <a href="http://monomito.wordpress.com/" target="_blank">Josenildo Marques</a></p>
<div style="display: inline; cursor: pointer; padding-right: 16px; width: 16px; height: 16px;"></div>
<p>em 24 Agosto, 2007</p>
<p><strong><span style="font-family: Verdana;">A entrevista abaixo foi publicada no The Goddard Journal (vol. 1, nº 4) em 9 de junho de 1968. Nela Joseph Campbell fala sobre metodologia no estudo dos mitos, <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Hindu?smo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hindu%C3%ADsmo" target="_blank">hinduísmo </a></span>e o livro que estava para lançar: o quarto volume de <em>As Máscaras de Deus</em>, que é sobre o que ele chama de Mitologia Criativa. Esse livro ainda não foi traduzido para o português, portanto creio que minha tradução dessa entrevista, provavelmente a primeira a ser feita, possa oferecer uma boa introdução ao tema central do livro.</strong></p>
<p><strong><span style="font-family: Verdana;">&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;<br />
</span></strong></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I &#8211; Em seus estudos sobre mitologia, você tem usado seu conhecimento de psicologia e psicanálise para interpretar mitos. Você acha que mais poderia ser conseguido se houvesse maior variedade de metodologias à disposição?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Sou contrário a metodologias por que acho que elas determinam o que você vai aprender. Por exemplo, o <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Estruturalismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Estruturalismo" target="_blank">estruturalismo </a></span>de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Lévi-Strauss" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Claude_L%C3%A9vi-Strauss" target="_blank">Lévi-Strauss</a>. Tudo o que vai achar é o que o estruturalismo permitir que você ache. E um olhar aberto aos fatos que estão na sua frente vai ser impossível dessa maneira. Parece-me que assim ele se fecha para iluminações.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – É culpa da metodologia em si ou da inabilidade da pessoa para usar a metodologia como uma ferramenta de maneira mais flexível?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Sim, sem dúvida, o caminho flexível é o mais apropriado. Você tem que saber correr, andar, parar e sentar-se. Mas se quiser ficar só sentado, então vai limitar sua experiência.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">No anos 20 e 30, o <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Funcionalismo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Funcionalismo" target="_blank">funcionalismo </a></span>estava na moda. Você não podia fazer comparações interculturais; você tinha que interpretar tudo de acordo com o que conhecia da cultura local. Seria como examinar o apêndice no corpo humano para determinar a condição do homem moderno. Você tem que seguir sua origem e descobrir que uso tinha em tempos remotos.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;">De maneira similar, muitos dos elementos de uma cultura são vestígios de usos anteriores, de funções remotas. E esses homens, por exemplo, Radcliffe-Brown, em seu livro (que considero esplêndido) sobre os habitantes das <a title="Verbete da Wikipedia sobre as Ilhas Andamã" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Andam%C3%A3o_e_Nicobar" target="_blank">Ilhas Andamã</a></span>, falha em entender aqueles mitos. Eles estão todos na frente dele e sua abordagem não responde as perguntas. Tudo que tem que se fazer é um pouco de comparações e se vai descobrir que as interpretações aparecem. Ficando preso a um método, ele limita sua visão e falha na interpretação daquela cultura.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Eu suponho que a tendência a totalizar a metodologia na ciência poderia ser comparada ao processo de totalização na religião, na qual a chance de uma revelação é, de alguma maneira, diminuída se não for erradicada porque as estruturas são congeladas, os rituais são congelados. E a vitalidade, o princípio interior de vitalidade, parece ficar estultificado.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C &#8211; Bem, concordo com isso plenamente. E eu acho que essa ênfase na estrutura, neste ou naquele método, é um tipo de desdobramento do monoteísmo. E noto que estudiosos judeus são mais inclinados a isso do que os outros. Ele tem que ter apenas um modo de interpretação. Veja os marxistas e os freudianos – e agora vem o estruturalismo de Lévi-Strauss, e nada mais conta. É incrível. É só a nossa panelinha aqui e qualquer prova que não se encaixe deve ser descartada. Tenho uma teoria sobre isso…</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Lembro-me imediatamente de O Futuro de uma Ilusão de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Sigmund Freud" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Freud" target="_blank">Freud</a></span>, em que ele discursa sobre a origem do <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Monote?smo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Monote%C3%ADsmo" target="_blank">monoteísmo </a>a partir da estrutura, do pai; e sabemos que as <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>s judaicas trazem isso da figura paterna. Talvez essa seja uma das raízes psicológicas para esse tipo de abordagem estreita sobre a existência.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Exato. Em Totem e Tabu, Freud diz: &#8220;Admito que não consigo explicar as religiões matriarcais&#8221;. Esqueci a página, mas está em muitas palavras.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – É algo que ele não consegue entender.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Não consegue porque o que ele está seguindo em Totem e Tabu é a horda do pai, o clã do irmão e as religiões patriarcais. Essa é a seqüência lá…Mas, e o culto à Grande Mãe?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">No início, a tradição hebraica é a tradição do guerreiro-caçador, não é a de um povo sedentário que cultiva a terra e faz comércio. Entende? E é dessa última que se origina a grande civilização: agricultura, domesticação de animais, não do caçador errante. Os caçadores são todos guiados pelo princípio masculino: é o homem que traz a comida. Os povos plantadores são guiados pelo princípio feminino: a mulher é análoga à terra, que procria e nutre. Portanto, o Dr. Freud, com seu tipo de antipatia patriarcal para com o princípio feminino, não consegue lidar com isso.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Eu sei que não se pode ter uma ação trágica sem uma causa primordial, porque sem um objetivo não há como voltar ou até mesmo uma percepção trágica como acontece com <a title="Verbete da Wikipedia sobre Édipo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89dipo" target="_blank">Édipo</a></span>. Não conseguiria imaginar <a title="Verbete da Wikipedia sobre Édipo Rei" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%89dipo_Rei" target="_blank">Édipo Rei </a>sendo escrito por um chinês, ou não poderia imaginar algo como Édipo Rei saindo da cultura oriental. Como você explica isso?</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Tive uma experiência interessante sobre isso. Quando estava na Índia, associei-me por algum tempo a uma companhia de teatro de vanguarda em Bombai que se chamava Unidade de Teatro. Era uma companhia constituída de indianos não-hindus em sua maioria. O colega encarregado da companhia tinha origem árabe e seu associado mais próximo era um judeu indiano. Há uma antiga <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a> judaica na Índia. Muito dos participantes eram parsis. Adivinhe o que estavam apresentando? Estavam apresentando Édipo Rei. Eles tinham sua clientela, que já estava acostumada a assistir o que estavam apresentando. Eu os assisti quando se apresentaram a seu público em Bombai e, alguns meses depois, quando eu estava em Nova Délhi, eles chegaram e apresentaram Édipo Rei a um público totalmente hindu.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Você não acreditaria! Eu estava lá sentado, já tinha estado na Índia o tempo suficiente para entender o ponto de vista do público &#8211; e que horror! Aquelas pessoas estavam completamente chocadas. Eu nunca tinha visto tamanho tapa na cara do público. Eles nunca tinham visto uma tragédia grega; nunca tinham visto uma; não sabiam nada sobre a tradição grega.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">A ênfase na Índia é para eliminar o ego: ele não existe. Em sânscrito, não há nem mesmo uma palavra para indivíduo. Os indianos não são indivíduos. São membros de uma casta, são membros de uma <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>. Eles estão em certos grupos etários; e têm certo temperamento; tudo isso são coisas genéricas. Mas lá estava aquela coisa pessoal do tipo mais violento e a quebra de tabus. O público ficou horrorizado.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Você podia ver que era uma absoluta violação de tudo que já pensaram ver no teatro, em qualquer nível, porque não existe algo como a tragédia no Oriente. Como pode existir uma tragédia quando se acredita na reencarnação?<span> </span>A dramaturgia oriental é um tipo de teatro de conto de fadas: nuances <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>osas e situações divertidas, mas nada muito sério. Aquele que sofre na tragédia oriental é aquele quem tem que sofrer de qualquer forma. É esse corpo impessoal. Deixem-no ir – quem se importa?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">O herói, o tema enfatizado na mitologia hindu, não é a pessoa; é o <a title="Verbete da Wikipedia sobre Shiva" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Shiva" target="_blank">Shiva </a></span>reencarnado que nasce e morre. E os gregos transferem isso para a pessoa. No Oriente, a pessoa que falha na sua jornada é um palhaço, um louco. No Ocidente, é um ser humano.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Lembro que, muitos anos atrás, quando eu estava escrevendo o <a title="Resenha" href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=73672" target="_blank">Herói de Mil Faces</a></span>, quando quer que eu quisesse um exemplo de fracasso, tinha quer dar um exemplo grego. Por que os heróis gregos são aqueles que sofrem. Os heróis orientais são aqueles que estão na jornada através do mito.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Estou tentando me lembrar de um exemplo oriental da tragédia grega.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Você quer dizer algo que poderia nos dar um tapa na cara como Édipo Rex fez com os hindus?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I &#8211; Sim. Lembro-me que, embora não seja um paralelo, no curso da tragédia de Beckett Esperando por Godot. Para mim, a tragédia nessa peça está no público. Beckett tirou tudo, exceto o trágico, e deixando o trágico, só ele resta. É apresentado só o básico, tão completamente reduzido que a ofensa se torna devastadora.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Bem, posso dar um exemplo do que tocar o público ocidental tão forte quanto a tragédia ocidental que aquele público hindu assistiu, e é o sacrifício ritual hindu. Num desses sacrifícios, por exemplo, alguém tem que tirar a pele de uma cabra e tem que tomar cuidado para que a cabra fique viva até que a pele seja totalmente tirada.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Esse exemplo seria bom.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Esse seria, não seria?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – E a mitologia africana?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Ah, é uma mitologia rica. Os treze volumes de Frobenius – The Atlantis – é magnífico. Muito rico.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Você fez algum trabalho nessa área?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Ah, sim, muito. Mas ela ainda não foi bem coligida em inglês. Os alemães e os franceses fizeram melhor, eu acho, do que os ingleses. A Inglaterra estava mais, sabe, no Congo, com armas e câmeras…</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Stanley e Livingstone…</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Sim. Os alemães e os franceses foram até ela. Agora os ingleses estão indo. Para mim, a coisa mais interessante nos estudos africanos recentemente é esse alinhamento da cultura nok com a cultura effie, validando a intuição que Frobenius tinha no início do século, da antiguidade daquele complexo cultural na África ocidental, datando-o em cerca de 1000 a.C. Frobenius foi o primeiro a reconhecer e estudar a África como uma unidade histórica, não apenas como um bando de tribos selvagens.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Por que Frobenius ainda não foi traduzido para o inglês?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Eu descobri Frobenius no período em que estava lendo como um louco durante a Grande Depressão, antes de 1932. Por volta de 1939, estava tão entusiasmado que entreguei os livros de Frobenius ao meu agente literário para ver se conseguíamos um editor. Tenho as cartas desses editores: &#8220;talvez interessem a alguma universidade afro-descendente, mas…&#8221; Por isso Frobenius ainda não foi traduzido. Mas o verdadeiro motivo é que a Sociedade Antropológica Americana não concordava com as proposições dele – ela é um desses grupos monoteístas. Frobenius defendia a idéia da difusão; ele era um difusionista, que é um palavrão para a Sociedade Antropológica Americana. E esse homem que era grandemente respeitado na Europa é desconhecido aqui.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Tenho uma amiga que escreveu livro sobre questões políticas internacionais e foi a um editor que conheço muito bem. O livro foi rejeitado por esse editor porque ela só citava Frobenius.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Estou curioso para ver seu quarto volume.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C &#8211; O quarto volume vai sair no dia 20 de maio. Daqui a um mês depois de amanhã – e acredite – estou contente. Trabalhei nele por quatro anos. Demorou um ano para os editores conseguirem publicá-lo. Foi um pouco complicado, mas não vai saber quando lê-lo.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Você poderia falar um pouco do que trata neste volume?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C &#8211; Claro. É um livro que trata do que eu chamo de mitologia criativa. Na mitologia tradicional, à qual os três primeiros volumes são dedicados – a primitiva, a oriental e a ocidental – os símbolos mitológicos são herdados pela tradição e o indivíduo passa pelas experiências como planejado. Um artista criativo trabalha de maneira inversa. Ele passa por uma experiência de alguma profundidade ou qualidade e procura as imagens com as quais representá-la. É o caminho inverso. Por isso o título do livro é Mitologia Criativa.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Ele trata do primeiro problema que é a experiência estética, que eu chamo de &#8220;apreensão estética&#8221;, e então apresento uma análise da tradição imagética que os artistas modernos europeus herdaram. Temos a antiga tradição da Idade do Bronze; temos as tradições semita e hebraica; temos as tradições clássicas gregas. Também temos as tradições dos cultos de mistério e a tradição gnóstica; temos a tradição muçulmana, que era muito forte na Idade Média; temos a tradição celta e germânica e assim por diante. Esse é todo o vocabulário; é um tesouro maravilhoso no qual o artista vai buscar suas imagens.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">De fato, elas vão coagular com ele se ele for um homem meio letrado. As imagens virão e vão se combinar com o que ele está dizendo. E eu cito como meu documento principal a tradição da literatura secular européia dos séculos XI e XII. Para juntar tudo isso, peguei a literatura que lidasse com temas comuns. Os dois temas comuns que, para mim, parecem apresentar uma influência dominante na escritura européia ocidental são o tema de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Tristão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Trist%C3%A3o" target="_blank">Tristão </a></span>e o do <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Santo Graal" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_graal" target="_blank">Santo Graal</a></p>
<p>. Começo com um grupo de escritores do fim do século XII e início do século XIII. Aí apresento ecos deles, primeiro em Wagner; depois a constelação em volta dele: <a title="Verbete da Wikipedia sobre Schopenhauer" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Schopenhauer" target="_blank">Schopenhauer </a>e <a title="Verbete da Wikipedia sobre Nietzsche" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nietzsche" target="_blank">Nietzsche</a>; e seguindo até, é claro, <a title="Verbete da Wikipedia sobre Thomas Mann" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Thomas_Mann" target="_blank">Mann </a>e <a title="Verbete da Wikipedia sobre James Joyce" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/James_joyce" target="_blank">Joyce</a></p>
<p>. Então, de maneira geral, vou e volto com o tema da terra devastada.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Rapaz, não é excitante? Esse conflito entre autoridade e experiência individual. Esse é meu tema principal do começo ao fim. E com ele vem a afirmação do indivíduo em sua experiência individual que só é possível hoje no mundo ocidental. Nossa religião foi importada do <a title="Verbete da Wikipedia sobre o Levante" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Levante" target="_blank">Levante </a></span>com seu autoritarismo e até mesmo com a revolução protestante, que foi um tipo de triunfo do espírito individualista europeu, ainda apegado à Bíblia, então você tem que acreditar naquela coisa estúpida escrita Deus-sabe-quando. Mas a verdadeira literatura secular se desliga disso. E esse desligamento acontece com o Graal. É claro que ela começa a florescer justamente na época de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Inocêncio III" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inoc%C3%AAncio_III" target="_blank">Inocêncio III</a>, o mais autoritário dos autoritários, mas acabou – parou bem ali, por volta de 1225-1230. A <a title="Verbete da Wikipedia sobre a Inquisição" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Inquisi%C3%A7%C3%A3o" target="_blank">Inquisição </a>é trazida à baila em 1232 e aí temos que esperar. E aí acontece a grande mudança. É claro que aí tenho que fazer uma ponte. Tenho que ir do começo ao fim. Mas é incrível o quanto devemos a uns poucos que fizeram tudo o que temos, que tiveram a coragem de dizer &#8216;vocês estão errados&#8217;. Eles são meus heróis. Mas temos também uma heroína, a primeira, e é ela quem começa tudo, seu nome é Heloísa. A Heloísa de <a title="Verbete da Wikipedia sobre Abelardo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Abelardo" target="_blank">Abelardo</a>, ela é a rainha do livro. Em suma, é isso.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Você achou difícil juntar todas essas coisas e chegar a essas conclusões?</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – Ah, não, nenhum problema; foi o material mitológico que me mostrou tudo isso. Não tive problemas em compor as idéias desses livros porque tenho lido esse material por literalmente quarenta anos. O problema foi comprimir tudo em quatro volumes. Minha intenção inicial era um volume, e foi isso que combinei com a Viking Press. Minha cabeça estava estourando e me lembro vividamente que, num dia de manhã, acordei às quatro da manhã sabendo que eram quatro livros, sabendo sobre o que tratariam, engatinhei para fora da cama, de cabeça, para não incomodar minha esposa, e fui ao quarto de estudos e planejei a coisa toda.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">I – Engraçado que tanto <a title="Verbete da Wikipedia sobre William James" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/William_james" target="_blank">William James </a></span>quanto Freud tiveram experiências semelhantes quando estavam nessa fase criativa. Freud acordou às duas da manhã e James, às três.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;"> </span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">C – E eu, às quatro…está vendo?…Por isso eu tinha mais a dizer!</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Além disso, permito-me ir mais passionalmente do que ia nos livros anteriores porque realmente penso que o clero merece uma boa sova. Eles sabem que o que eles estão ensinando já ficou para trás, mas ficam tentando trazê-lo de volta. Recentemente tenho tido experiências bem agudas nesse contexto. Aqui estou eu, alguém cuja vida toda foi dedicada à mitologia, e a igreja agora, parece, está interessada em mitologia. Então eles me convidam para esses diálogos e triálogos e tetrálogos e assim por diante. E quando coloco o que considero o credo tradicional cristão, até mesmo os padres anglicanos levantam suas mãos e dizem, &#8220;Ah, mas não acreditamos mais nisso&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-family: Verdana;">Mas eles ainda continuam com aquele livro. O que eles acreditam agora é no <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a> e na humanidade e tudo isso. Eu digo a eles: bem, você acha isso nos Upanishads, em Lao-Tsé; você pode achar isso em qualquer lugar, então qual é a sua declaração? Eles continuam afirmando que são únicos. Ora, <a title="Verbete da Wikipedia sobre São Tomás de Aquino" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tom%C3%A1s_de_Aquino" target="_blank">São Tomás de Aquino </a></span>disse que até um grego acreditava em Deus, mas um grego não acreditava que havia um pai, um filho e um espírito santo; que o filho tornou-se homem e foi crucificado e através dessa crucificação redimiu o homem do pecado original. Coloquei isso há apenas cinco dias e o bispo Fulano de Tal disse, &#8220;Ah, mas não falamos mais assim&#8221;.Então, o que dizem? Ainda assim, eles continuam com aquela reivindicação. Estão protegendo sua fé, estão mesmo &#8211; isso é engraçado. Esse movimento ecumênico na Igreja Católica é uma piada porque estão se apegando a sua exclusividade. Estão tentando dizer, sem dizer abertamente, que você tem quer ser batizado para ser salvo &#8211; não podem dizer algo diferente e continuar sendo católicos.</p>
<p><span style="font-family: Verdana;">O homem é redimido pelo sacrifício de Cristo; participa-se do sacrifício participando dos sacramentos, que foram fundados pelo próprio Cristo e, fora disso, &#8220;fora da igreja não há salvação&#8221;. E com relação aos protestantes, sempre me lembro do personagem Stephen Dedalus de James Joyce, que diz no final do Retrato, quando lhe perguntam &#8220;Você vai se tornar um protestante?&#8221;, e ele responde, &#8220;Perdi minha fé, mas não perdi o respeito por mim mesmo&#8221;.</span></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/10/08/entrevista-com-joseph-campbell/">Entrevista com Joseph Campbell</a></p>

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		<title>A Essência da Terapia Biográfica</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Aug 2008 13:20:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/"></g:plusone></div>
Vivemos um tempo em que cada pessoa busca, com diferentes graus de empenho, compreender-se melhor como indivíduo. Frutos deste tempo são a psicanálise, a antroposofia, a teosofia, o humanismo, as diversas correntes psicoterápicas e a aproximação da filosofia com estas &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/">A Essência da Terapia Biográfica</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/"></g:plusone></div>
<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/picassopeopledancing.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-104" title="picassopeopledancing" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/picassopeopledancing.jpg" alt="" width="236" height="294" /></a></p>
<p>Vivemos um tempo em que cada pessoa busca, com diferentes graus de empenho, compreender-se melhor como indivíduo. Frutos deste tempo são a psicanálise, a <a href="/category/antroposofia/" title="View all posts filed under antroposofia">antroposofia</a>, a teosofia, o humanismo, as diversas correntes psicoterápicas e a aproximação da filosofia com estas correntes</p>
<p>O ser humano tem hoje maior consciência de si do que em séculos passados, o que gera mais questionamentos. Nossas decisões deixaram de ser guiadas unicamente pela lógica das circunstâncias externas, e passaram a levar em conta nosso mundo interior, nossas aspirações, nossos desejos. Cada vez mais temos notícias de pessoas que largaram carreiras bem sucedidas em termos de dinheiro e prestígio, para dedicar-se a uma vida mais simples, mas que corresponde a uma busca interior de mais tempo junto às pessoas queridas, à possibilidade de dedicar-se a um hobby, ou a outro interesse qualquer que não diretamente ligado à profissão de origem. Exemplos deste movimento são executivos que trocam os escritórios por uma pousada numa praia escondida no litoral.</p>
<p>Nosso eu interior, nosso mundo interno, cada vez fala mais alto e exige mais respostas. As perguntas centrais são: &#8220;Quem eu sou, afinal? O que eu quero fazer com a minha vida? O que estou fazendo?&#8221; É aí que reside a importância da Terapia Biográfica. Porque não há melhor material para entendermos o que queremos das nossas vidas do que a história de nossas próprias vidas. Nossas questões essenciais em relação a nossas vidas só podem ser respondidas no contexto da vida em si. Pouco adianta confrontar nossas questões com teorias filosóficas ou mesmo esotéricas. O que traz respostas reais são os fatos da vida que levamos até aqui, como reagimos a eles, como os criamos, como os sentimos, como os transformamos em padrões, e porque não conseguimos sair destes padrões. Estas respostas são a chave para que, através do pensamento e do sentimento, possamos agir no sentido de modificar nossas vidas, tornando-as plenas de sentido.</p>
<p>Através do trabalho <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a>, o participante treina um distanciamento em relação à sua própria vida, como se a visse do alto de uma montanha, como uma paisagem. Com o prosseguimento do trabalho, é preciso criar um senso de responsabilidade por sua própria biografia, depois de entender pequenas frações da sua história, saindo do lugar de vítima das circunstâncias e tornando-se senhor(a) de sua própria vida. Através deste trabalho, uma pessoa pode sair da posição de deixar as coisas acon<a href="/category/tecer/" title="View all posts filed under tecer">tecer</a>em a ela e assumir a direção de sua própria vida.</p>
<p>Este não é um processo fácil ou mágico, do tipo &#8220;vou fazer umas atividades numa tarde, relembrar algumas coisas e tudo vai entrar nos eixos.&#8221; Não, este é um processo que pode ser longo e cansativo, e geralmente nem um pouco fácil, em que se defronta com fatos que a pessoa preferiria deixar debaixo do tapete da memória para sempre, não fossem eles causadores de tantos outros sofrimentos e padrões de <a href="/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a> dolorosos. E quando você começa a trabalhar com estes fatos e compreendê-los, você pode chegar a escolhas para o futuro, totalmente baseadas na sua biografia. Esta é a essência da Terapia Biográfica: unir o passado, o presente e o futuro ao redor da questão de cada um, para que a pessoa possa tomar a vida em suas próprias mãos.</p>
<p><a href="http://marceloguerra.com.br">Marcelo Guerra</a></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/06/a-essencia-da-terapia-biografica/">A Essência da Terapia Biográfica</a></p>

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		<title>As coisas simples da vida</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/04/as-coisas-simples-da-vida/</link>
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		<pubDate>Mon, 04 Aug 2008 13:52:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/04/as-coisas-simples-da-vida/"></g:plusone></div>
A Universidade de Nottingham fez um estudo acerca das coisas simples da vida, aquelas coisas que trazem felicidade às nossas vidas e daqueles que nos rodeiam. Poderia chegar-se à conclusão que a felicidade estava relacionada com o dinheiro, ou seja, &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/04/as-coisas-simples-da-vida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/04/as-coisas-simples-da-vida/">As coisas simples da vida</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/04/as-coisas-simples-da-vida/"></g:plusone></div>
<p>A Universidade de Nottingham fez um estudo acerca das coisas simples da vida, aquelas coisas que trazem felicidade às nossas vidas e daqueles que nos rodeiam.</p>
<p>Poderia chegar-se à conclusão que a felicidade estava relacionada com o dinheiro, ou seja, quanto mais dinheiro tivermos e gastarmos, mais felizes seremos. No entanto, as conclusões foram exactamente as contrárias. As coisas mais simples da vida são gratuitas ou custam pouco dinheiro.</p>
<p>Exemplos dessas coisas simples são:</p>
<p>* Barras de chocolate<br />
* Longo banho de imersão<br />
* Dormir uma sesta a meio da tarde<br />
* Um passeio no parque</p>
<p>Descobriram também que além de nos fazerem mais felizes, estas experiências são mais duradouras e têm maior impacto na sensação de bem-estar com a vida.</p>
<p>Provavelmente daqui a vinte anos, quando se lembrar que tinha um telemóvel de última geração, não irá ter nenhum sentimento especial e talvez nem esboçar um sorriso, porque são experiências materiais que passam assim que o factor novidade desaparece. Por outro lado, irá com certeza lembrar-se para toda a vida, de algumas conversas que teve com os seus familiares ou amigos, como por exemplo a notícia de um nascimento ou de um jantar especial.<br />
As coisas simples da vida e o dinheiro</p>
<p>Uma das comparações que foi feita neste estudo analisou o nível de felicidade entre um grupo de vencedores de jackpot na lotaria com um outro grupo normal. Foi usada uma escala de satisfação com a vida (desenvolvida pela Universidade de Illinois).</p>
<p>Aos inquiridos foi perguntado como se definiam nestas escaladas em relação aos vários aspectos da sua vida, qual a disposição demonstrada e como tratavam do sentimento interiormente.</p>
<p>A surpresa dos resultados demonstrou que não eram os carros topo de gama e as jóias que aumentavam o nível de felicidade dos novos milionários. O que lhes traziam mais alegria era ouvir música, ler um livro ou beber uma garrafa de vinho num ambiente descontraído.</p>
<p>No estudo, os vencedores da lotaria eram mais felizes que o outro grupo de controlo, 95% comparado com 71%. Então as Universidades estudaram que tipo de presentes eles davam a si próprios que pudessem explicar esta diferença. Compararam actividades gratuitas, como passeios e sestas, com actividades caras como viagens ao estrangeiro.</p>
<p>A investigação demonstrou que, nos dois grupos, as pessoas mais felizes eram as que faziam as coisas simples da vida, como nadar e tomar banhos de imersão. As pessoas menos felizes eram aquelas que utilizavam o dinheiro para comprarem frequentemente muitos DVDs ou muitos jantares fora de casa.<br />
Conclusões do estudo das coisas simples da vida</p>
<p>Algumas das conclusões do estudo foram:</p>
<p>* Comprar carros de luxo ou deixar de trabalhar e fazer uma viagem para paragens exóticas, não está ao alcance da maioria das pessoas, por isso devemos aprender os pequenos truques simples da vida com as pessoas que se consideram mais felizes na sociedade.<br />
* Passar tempo a relaxar é o segredo para uma vida feliz. São as coisas simples da vida, que não custam dinheiro mas que causam maior impacto e que fazem diferença na nossa vida. Mesmo que não tenhamos dinheiro para as coisas materiais que desejamos.</p>
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		<title>Crianças e TV</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/03/criancas-e-tv/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Aug 2008 23:40:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[criança]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/03/criancas-e-tv/"></g:plusone></div>
Josy Fischberg, O Globo RIO &#8211; Os pais podem dar a definição que quiserem para a televisão: babá eletrônica, janela para o mundo, mal necessário, praga, inimiga &#8211; isso só para citar algumas. Mas todos eles ainda estão longe de &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/03/criancas-e-tv/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/03/criancas-e-tv/">Crianças e TV</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/03/criancas-e-tv/"></g:plusone></div>
<p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/041206_kidtv.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-98" title="041206_kidtv" src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/08/041206_kidtv.jpg" alt="" width="205" height="219" /></a></p>
<p><cite>Josy Fischberg, O Globo</cite></p>
<p>RIO &#8211; Os pais podem dar a definição que quiserem para a televisão: babá eletrônica, janela para o mundo, mal necessário, praga, inimiga &#8211; isso só para citar algumas. Mas todos eles ainda estão longe de respostas concretas quando tentam definir &#8220;certo&#8221; e &#8220;errado&#8221; na programação que seus filhos vêem. Bia Rosenberg, que dirigiu e escreveu atrações para o público infanto-juvenil na TV Cultura há mais de duas décadas, ouviu, por anos, perguntas, questões e dúvidas de gente grande preocupada com gente pequena em frente à televisão. Juntou tudo e o resultado é o livro &#8220;A TV que seu filho vê&#8221; (Panda Books), lançado semana passada.</p>
<p>Estão ali alguns dos motivos que levam as <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s a verem televisão (hábito, escapismo, companhia, aprendizado, fantasia); verdades e mentiras sobre a TV (engorda? estimula o consumo? programas violentos podem afetar a forma como a <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a> compreende a vida?); como se vê TV em cada etapa da infância; o que fazer com <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s que consomem programação para adultos; entre outros.</p>
<p>A seguir, alguns trechos do livro:</p>
<p>&#8220;A partir dos 7 anos, as <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s começam a interessar-se pela programação adulta. Se seu filho assiste a minissérie carregadas de conotações sexuais ou a filmes de ação exibidos após as 22h, se ele gosta de ver telenovelas de fim de tarde, como adulto você vai negociar uma mudança de hábitos com ele. Ou, alternativamente, vai começar a ver com seu filho aos programas que ele gosta, para poder atuar como orientador (&#8230;)&#8221;</p>
<p>&#8221;Para que seu filho se torne um telespectador moderado e consciente, você também precisa ser. Não adianta propor a seu filho atitudes e mudanças em relação à TV se você nâo adotar os mesmos critérios de consumo equilibrado. A melhor dieta de TV para seu filho pode resumir-se apenas a dar o exemplo&#8221;.</p>
<p>&#8221;(&#8230;) o bom programa é aquele que diverte e, sempre que possível, introduz conceitos que completam a formação da <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>. O programa de qualidade é aquele que é atraente para seu filho e ao mesmo tempo o ajuda a crescer, compreendendo melhor a si mesmo ou ao mundo&#8221;.</p>
<p>&#8221;De acordo com a Associação Norte-Americana de Pediatria, cada hora de programação infantil contém aproximadamente vinte atos violentos. Segundo outra estatística norte-americana, quem chega à idade de 12 anos terá visto na TV aproximadamente 20 mil assassinatos e 80 mil <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a>s de origens variadas&#8221;.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/08/03/criancas-e-tv/">Crianças e TV</a></p>

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		<title>Tecendo o Fio do Destino</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 11:15:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[biográfico]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[destino]]></category>
		<category><![CDATA[fio do destino]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
		<category><![CDATA[tecer]]></category>
		<category><![CDATA[terapia biográfica]]></category>
		<category><![CDATA[tricô]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/"></g:plusone></div>
“Destino? Agulha no palheiro onde o homem se procura O tempo inteiro” Lindolfo Bell A Escola do Vale, em Duas Barras (RJ) convidou-me para realizar este seminário para suas professoras e iniciamos no sábado, 16 de fevereiro de 2008, às &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/">Tecendo o Fio do Destino</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/"></g:plusone></div>
<p><img src="http://marceloguerra.com.br/image003.jpg" alt="" width="602" height="268" />“Destino?</p>
<p>Agulha  no palheiro</p>
<p>onde  o homem se procura</p>
<p>O  tempo inteiro”</p>
<p>Lindolfo  Bell</p>
<table border="5" cellspacing="2" cellpadding="4" width="365">
<tbody>
<tr>
<td class="style2" height="75">A Escola do Vale, em Duas Barras (RJ) convidou-me para realizar este seminário para suas professoras e iniciamos no sábado, 16 de fevereiro de 2008, às 14h. O próximo encontro será dia 15 de março, às 14h.</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<table border="5" cellspacing="2" cellpadding="4" width="365">
<tbody>
<tr>
<td class="style4" height="75">
<p class="style6">Novo grupo no Rio de Janeiro, começando no dia 10 de maio de 2008, sábado, às 14h, à Rua Pereira da Silva, 135, Laranjeiras. INSCREVA-SE JÁ!</p>
<p class="style7"><strong>PALESTRA INTRODUTÓRIA GRATUITA NO DIA 3 DE MAIO DE 2008, ÀS 9H.</strong></p>
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</tr>
</tbody>
</table>
<p class="style3">Cada um de nós nasce com um <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a>s em que vivemos.</p>
<p class="style3">Este curso tem o objetivo de buscar o fio do <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, como aquarela, modelagem em argila, <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a>, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro.</p>
<p class="style3">Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências.</p>
<p class="style3">O curso será coordenado por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Terá a duração de 10 encontros mensais e um novo grupo começará no Rio de Janeiro, a partir de 10 de maio de 2008. O investimento para cada módulo será de R$100,00 (já incluído o material). As vagas são limitadas e as inscrições e mais informações podem ser obtidas pelos telefones (21)3717-5215, (22) 8112-4983 ou pelo e-mail <a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a><a href="mailto:marceloguerra@terapiabiografica.com.br"></a></p>
<p class="style3" align="justify"><em>Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga</em>?  (Leonardo Boff)</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/">Tecendo o Fio do Destino</a></p>

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	<script type="text/javascript" src="http://platform.twitter.com/widgets.js"></script><p><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/04/08/tecendo-o-fio-do-destino/" rel="bookmark">Tecendo o Fio do Destino</a> originally appeared on <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida</a> on 8 April, 2008.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A Experiência de Estar Perdido &#8211; Psicologia de Lost</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/02/20/a-experiencia-de-estar-perdido-psicologia-de-lost/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/02/20/a-experiencia-de-estar-perdido-psicologia-de-lost/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 20 Feb 2008 18:50:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[comunidade]]></category>
		<category><![CDATA[outras visões]]></category>
		<category><![CDATA[lost]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/02/20/a-experiencia-de-estar-perdido-psicologia-de-lost/</guid>
		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/02/20/a-experiencia-de-estar-perdido-psicologia-de-lost/"></g:plusone></div>
Daniel Wood &#160; Quando fui convidado por Joyce Werres a escrever um artigo para o IJRS, senti-me um pouco desconcertado. Para determinar alguma medida do meu desconcerto – é de rir, mas é verdade, o fato de que nunca sabemos &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/02/20/a-experiencia-de-estar-perdido-psicologia-de-lost/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/02/20/a-experiencia-de-estar-perdido-psicologia-de-lost/">A Experiência de Estar Perdido &#8211; Psicologia de Lost</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/02/20/a-experiencia-de-estar-perdido-psicologia-de-lost/"></g:plusone></div>
<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/02/normal_lost.jpg" title="normal_lost.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/02/normal_lost.jpg" alt="normal_lost.jpg" /></a></p>
<p>Daniel Wood</p>
<table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%">
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<td width="100%">&nbsp;</td>
<td align="right" valign="top" width="12"></td>
</tr>
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<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Quando fui convidado por Joyce Werres a escrever um artigo para o IJRS, senti-me um pouco desconcertado. Para determinar alguma medida do meu desconcerto – é de rir, mas é verdade, o fato de que nunca sabemos a exata extensão em que estamos perdidos; caso contrário seria muito fácil reencontrar o caminho – tenho de confessar que não pude responder imediatamente ao convite com um &#8220;sim&#8221;, ou algo mais concreto, como &#8220;Sim, e tenho precisamente algo preparado para essa ocasião&#8221;.</span></p>
<p><span style="font-family: Arial">       </span><span style="font-family: Arial">Não podia dizer plenamente meu &#8220;sim&#8221;. Tenho alguns artigos escritos por minha conta, há alguns anos que pratico esse exercício de escrita. Mas não pensei de imediato em publicar nada que tivesse escrito antes, lido ou não por outrem. Achei que o tema devia vir por si, algo que contribuísse para o momento que estou vivendo – pois, outra confissão: escrevo bem e com paixão quando o tema se apossa de mim, e considero isso uma coisa bem à moda de quem se interessa por Carl Gustav Jung e a imensa profundidade e extensão de sua obra.</span><span style="font-family: Arial"> </span><br />
<script><!-- D(["mb","\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eNão\né, pois uma questão de dizer que sei precisamente o que se sucede.\nExistem lampejos: por exemplo, uso de mim o pouco que sei quando estou\nescrevendo – escrevo com paixão, mas isso não quer dizer que escrevo\ncomo se estivesse cavando um poço na Lua enquanto pulo carnaval em\nM<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> a bordo de uma nave que se dirige a Saturno, e o último período\nnão foi escrito metaforicamente.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eEsta\nsemana estou muito sob a influência da questão que permeia a obra de\nPhilip K. Dick, e considero algo muito próprio da psicologia complexa\nesse contínuo ato de perguntar o que é real e o que é ilusório, em\nconjunção com \u0026quot;o que é que constitui um autêntico humano\u0026quot;. Está viva em\nminha mente a tradução que acabei de terminar (há apenas dois dias) do\ntexto em que Dick,\nconsiderado um dos maiores autores de ficção científica do século XX\n(parece-me que um dos prêmios que recebeu postumamente foi de \u0026quot;o\nmaior\u0026quot;), em cuja obra se baseou o cinema ao filmar \u003ci\u003eBlade Runner\u003c/i\u003e \u003ci\u003e(Caçador de Andróides), O Pagamento, Screamers, Impostor, Total Recall (O Vingador do Futuro), Scanner Darkly\u003c/i\u003e.\nUma olhada pela Internet e encontrei pelo menos um curta-metragem\nbaseado em histórias desse escritor. Mas, desconfio sinceramente que\ntemas como \u003ci\u003eMatrix\u003c/i\u003e e \u003ci\u003eCidade das Sombras (Dark City)\u003c/i\u003e, ou mesmo \u003ci\u003eO Show de Truman\u003c/i\u003e, foram baseados, em algum grau, no pensamento inovador que Philip tem ao abordar as duas questões que o afligem.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\n\n\n\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eTambém\né possível pensar de outro modo, reconhecendo, como de costume, que a\nrevolução que o pensamento junguiano representa para a humanidade está\nmuito longe de ser delimitada. Outra série de ficção científica que fez\nmuito sucesso na década de 1990 foi ",1] );  //--></script></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Não é, pois uma questão de dizer que sei precisamente o que se sucede. Existem lampejos: por exemplo, uso de mim o pouco que sei quando estou escrevendo – escrevo com paixão, mas isso não quer dizer que escrevo como se estivesse cavando um poço na Lua enquanto pulo carnaval em M<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> a bordo de uma nave que se dirige a Saturno, e o último período não foi escrito metaforicamente.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Esta semana estou muito sob a influência da questão que permeia a obra de Philip K. Dick, e considero algo muito próprio da psicologia complexa esse contínuo ato de perguntar o que é real e o que é ilusório, em conjunção com &#8220;o que é que constitui um autêntico humano&#8221;. Está viva em minha mente a tradução que acabei de terminar (há apenas dois dias) do texto em que Dick, considerado um dos maiores autores de ficção científica do século XX (parece-me que um dos prêmios que recebeu postumamente foi de &#8220;o maior&#8221;), em cuja obra se baseou o cinema ao filmar <em>Blade Runner</em> <em>(Caçador de Andróides), O Pagamento, Screamers, Impostor, Total Recall (O Vingador do Futuro), Scanner Darkly</em>. Uma olhada pela Internet e encontrei pelo menos um curta-metragem baseado em histórias desse escritor. Mas, desconfio sinceramente que temas como <em>Matrix</em> e <em>Cidade das Sombras (Dark City)</em>, ou mesmo <em>O Show de Truman</em>, foram baseados, em algum grau, no pensamento inovador que Philip tem ao abordar as duas questões que o afligem.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Também é possível pensar de outro modo, reconhecendo, como de costume, que a revolução que o pensamento junguiano representa para a humanidade está muito longe de ser delimitada. Outra série de ficção científica que fez muito sucesso na década de 1990 foi <script><!-- D(["mb","\u003ci\u003eBabylon 5\u003c/i\u003e, cujo autor (J. M. Straczynski) interessava-se explicatamente por Jung.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eRomances\nsão escritos, falseando a vida de Jung; mas contá-la de modo impreciso\ne às vezes até desonesto não é privilégio dos escritores – alguns, que\nse intitulam biógrafos, também o fazem dando tonalidades obscuras a\nalgo cuja multiplicidade, estrutura e funcionamento precisa ser\nexaminado mais detidamente do que pelo simples olhar de uma sociedade\nde consumo, uma configuração social que está acostumada a devorar as\ncoisas antes mesmo de ser capaz de saber as conseqüências desse\ndesenfreado apetite.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eHá\nalguns anos isso me faz selecionar continuamente, receoso, o que leio.\nAssim pensando, cheguei em minha casa para encontrar uma série de TV\nempilhada ao lado de minha televisão. Fizera o aluguel da série Lost,\nque tanto lugar recebe dos meios televisivos e jornalísticos nos dias\nde hoje, sendo chamada, ao lado de Ronaldinho, de \u0026quot;fenômeno\u0026quot;.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eRonaldinho é um fenômeno por correr atrás da bola com maestria, embora não seja muito bom quando se trata de trabalhar em equipe. A\nsérie \u0026quot;Lost\u0026quot;, contudo, mostra um bando de gente perdida. Um vôo que se\nperde ao sobrevoar, desviado de sua rota, uma ilha perdida num lugar\nqualquer. Sem rádio, sem tevê, sem jornal. Os personagens parecem\nsobreviventes ao acaso, o que pensaríamos numa situação dessas à\nprimeira vista: o vôo não foi fretado, são pessoas que por razões\ndesconhecidas e em aparência não-congruentes foram parar lado a lado\nnos assentos de um vôo cuja missão era atravessar o oceano, saindo da\nAustrália, que os americanos chamam de \u0026quot;down under\u0026quot;. Na própria série\nos autores fazem questão de explicar, em um dos episódios, o motivo de\nescolherem (além dos custos) a Austrália como ponto de partida daquele\nvôo com uma anedota: \u0026quot;eles\u0026quot; (os norte-americanos) chamam a Austrália de\n\u0026quot;down under\u0026quot; porque é \u0026quot;o mais próximo que se pode chegar do inferno sem\ncair nele\u0026quot;",1] );  //--></script><em>Babylon 5</em>, cujo autor (J. M. Straczynski) interessava-se explicatamente por Jung.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Romances são escritos, falseando a vida de Jung; mas contá-la de modo impreciso e às vezes até desonesto não é privilégio dos escritores – alguns, que se intitulam biógrafos, também o fazem dando tonalidades obscuras a algo cuja multiplicidade, estrutura e funcionamento precisa ser examinado mais detidamente do que pelo simples olhar de uma sociedade de consumo, uma configuração social que está acostumada a devorar as coisas antes mesmo de ser capaz de saber as conseqüências desse desenfreado apetite.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Há alguns anos isso me faz selecionar continuamente, receoso, o que leio. Assim pensando, cheguei em minha casa para encontrar uma série de TV empilhada ao lado de minha televisão. Fizera o aluguel da série Lost, que tanto lugar recebe dos meios televisivos e jornalísticos nos dias de hoje, sendo chamada, ao lado de Ronaldinho, de &#8220;fenômeno&#8221;.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Ronaldinho é um fenômeno por correr atrás da bola com maestria, embora não seja muito bom quando se trata de trabalhar em equipe. A série &#8220;Lost&#8221;, contudo, mostra um bando de gente perdida. Um vôo que se perde ao sobrevoar, desviado de sua rota, uma ilha perdida num lugar qualquer. Sem rádio, sem tevê, sem jornal. Os personagens parecem sobreviventes ao acaso, o que pensaríamos numa situação dessas à primeira vista: o vôo não foi fretado, são pessoas que por razões desconhecidas e em aparência não-congruentes foram parar lado a lado nos assentos de um vôo cuja missão era atravessar o oceano, saindo da Austrália, que os americanos chamam de &#8220;down under&#8221;. Na própria série os autores fazem questão de explicar, em um dos episódios, o motivo de escolherem (além dos custos) a Austrália como ponto de partida daquele vôo com uma anedota: &#8220;eles&#8221; (os norte-americanos) chamam a Austrália de &#8220;down under&#8221; porque é &#8220;o mais próximo que se pode chegar do inferno sem cair nele&#8221;<script><!-- D(["mb","\u003csup\u003e1\u003c/sup\u003e. Eu já vira esta expressão noutro filme de\nficção \u0026quot;estonteante\u0026quot;, esse tipo de ficção que nos faz perder o rumo das\ncoisas de chofre. Foi em \u0026quot;O Cubo Zero\u0026quot;\u003csup\u003e2\u003c/sup\u003e. Um personagem\ndesapareceu; ao se fazer menção a ele, perguntando onde se encontra,\nrespondem: \u0026quot;down under\u0026quot;, mas o letreiro da legenda em português diz:\n\u0026quot;Austrália\u0026quot;. Nada faz supor que aquele personagem tinha ido à\nAustrália. Ele estava morto, embora isso ainda não fosse revelado.\nConstata-se a partir disso que \u0026quot;down under\u0026quot; também pode significar a\noutra alusão à <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> – pois, como se diz em português, \u0026quot;lá embaixo\u0026quot;\ntambém pode significar \u0026quot;debaixo da terra\u0026quot;.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eEstar, porém, \u0026quot;lá embaixo\u0026quot;, remete a um lugar que a civilização não está acostumada a pensar. Não em termos de \u003ci\u003emapa mundi\u003c/i\u003e,\npois nós estamos \u0026quot;aqui embaixo\u0026quot;, ou pelo menos é que dizemos quando\napontamos no mapa nossa localização. O Sul do Brasil em particular, de\nonde agora escrevo, está \u0026quot;aqui embaixo\u0026quot; no mapa do mundo, no mapa do\nBrasil, no mapa da América do Sul.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eMas\n\u0026quot;embaixo\u0026quot; é uma posição que sempre se refere a algo que se supõe \u0026quot;em\ncima\u0026quot;. Costuma-se supor que a consciência é uma instância superior,\nestá acima do resto do corpo se a consideramos situada na cabeça. E se\no mundo estiver espetado num palito invisível, como uma dessas maçãs\nsendo assada ao fogo, poder-se-ia supor que a p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de baixo é essa em\nque estamos como na convenção do mapa – eles o fizeram, eles \u0026quot;lá em\ncima\u0026quot; o fizeram, então, parece natural, eles suporem que o lugar onde\nestão suas cabeças, não as nossas, seja \u0026quot;em cima\u0026quot;. Mas se a mão que\nsegura o espeto estiver virada para baixo, então o lugar no mapa em que\nestamos \u0026quot;embaixo\u0026quot; na verdade é \u0026quot;em cima\u0026quot;.",1] );  //--></script><sup>1</sup>. Eu já vira esta expressão noutro filme de ficção &#8220;estonteante&#8221;, esse tipo de ficção que nos faz perder o rumo das coisas de chofre. Foi em &#8220;O Cubo Zero&#8221;<sup>2</sup>. Um personagem desapareceu; ao se fazer menção a ele, perguntando onde se encontra, respondem: &#8220;down under&#8221;, mas o letreiro da legenda em português diz: &#8220;Austrália&#8221;. Nada faz supor que aquele personagem tinha ido à Austrália. Ele estava morto, embora isso ainda não fosse revelado. Constata-se a partir disso que &#8220;down under&#8221; também pode significar a outra alusão à <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> – pois, como se diz em português, &#8220;lá embaixo&#8221; também pode significar &#8220;debaixo da terra&#8221;.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Estar, porém, &#8220;lá embaixo&#8221;, remete a um lugar que a civilização não está acostumada a pensar. Não em termos de <em>mapa mundi</em>, pois nós estamos &#8220;aqui embaixo&#8221;, ou pelo menos é que dizemos quando apontamos no mapa nossa localização. O Sul do Brasil em particular, de onde agora escrevo, está &#8220;aqui embaixo&#8221; no mapa do mundo, no mapa do Brasil, no mapa da América do Sul.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Mas &#8220;embaixo&#8221; é uma posição que sempre se refere a algo que se supõe &#8220;em cima&#8221;. Costuma-se supor que a consciência é uma instância superior, está acima do resto do corpo se a consideramos situada na cabeça. E se o mundo estiver espetado num palito invisível, como uma dessas maçãs sendo assada ao fogo, poder-se-ia supor que a p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de baixo é essa em que estamos como na convenção do mapa – eles o fizeram, eles &#8220;lá em cima&#8221; o fizeram, então, parece natural, eles suporem que o lugar onde estão suas cabeças, não as nossas, seja &#8220;em cima&#8221;. Mas se a mão que segura o espeto estiver virada para baixo, então o lugar no mapa em que estamos &#8220;embaixo&#8221; na verdade é &#8220;em cima&#8221;.<script><!-- D(["mb","\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eTudo\né uma questão de perspectiva, o modo de perceber a realidade, e Jung\nsabia perfeitamente bem disso, pois escreveu a respeito e salientou de\nvários modos essa circunstância. Einstein também falou sobre o assunto,\nembora em outros termos, e não tendo em vista, num primeiro momento, a\nperspectiva psíquica do universo. Para Einstein as linhas de campo\ngravitacionais que cingem o universo e fazem com que ele esteja\ndependurado em cordões invisíveis não têm relação imediata com a\npsique. A Teoria da Relatividade, tanto em sua p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> geral quanto em\nsua p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> especial, explica a questão da perspectiva de uma maneira\ndiferente da abordagem junguiana, mas fala de coisas muito próximas à\npsicologia complexa. A Física também discute a realidade – impossível\nseria se não o fizesse, pois, se os gregos buscavam a \u003ci\u003ephysis\u003c/i\u003e, não é por acaso que também investigavam \u003ci\u003epsyche\u003c/i\u003e como um dos elementos estreitamente relacionados ao elemento primordial do universo. Se a \u003ci\u003ephysis\u003c/i\u003e está na geração do universo, a \u003ci\u003epsyche\u003c/i\u003e, sendo alma, é a \u0026quot;substância\u0026quot; que anima o universo, como é vento sob as asas da borboleta – e aí a noção de \u003ci\u003epsyche\u003c/i\u003e por vezes se confunde com a noção de \u003ci\u003epneuma\u003c/i\u003e, como hoje as religiões confundem, eventualmente, alma com espírito.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\n\n\n\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eNão\né à toa que Jung e Pauli colaboraram tanto. O conceito de\nsincronicidade não é uma invenção como, por exemplo, o automóvel a\ngasolina. É uma descoberta. É a retirada de uma ponta do véu de Ísis,\nque recobre todas as coisas. Uma p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> do véu de Maya que se desfaz,\npara de novo recobrir a \u003ci\u003everdade\u003c/i\u003e.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eComo não é à toa, em \u003ci\u003eLost\u003c/i\u003e,\nque os personagens se encontram \u0026quot;ao acaso\u0026quot; e mais tarde os\nacontecimentos, em plano triplo (passado, presente e futuro se\nsuperpõem nas cenas) vão oferecendo razões para deixar claro que onde\nnão há razão aparente existe uma trama profunda cujos ramos só deixam\nperceber gradações em níveis.",1] );  //--></script></span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Tudo é uma questão de perspectiva, o modo de perceber a realidade, e Jung sabia perfeitamente bem disso, pois escreveu a respeito e salientou de vários modos essa circunstância. Einstein também falou sobre o assunto, embora em outros termos, e não tendo em vista, num primeiro momento, a perspectiva psíquica do universo. Para Einstein as linhas de campo gravitacionais que cingem o universo e fazem com que ele esteja dependurado em cordões invisíveis não têm relação imediata com a psique. A Teoria da Relatividade, tanto em sua p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> geral quanto em sua p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> especial, explica a questão da perspectiva de uma maneira diferente da abordagem junguiana, mas fala de coisas muito próximas à psicologia complexa. A Física também discute a realidade – impossível seria se não o fizesse, pois, se os gregos buscavam a <em>physis</em>, não é por acaso que também investigavam <em>psyche</em> como um dos elementos estreitamente relacionados ao elemento primordial do universo. Se a <em>physis</em> está na geração do universo, a <em>psyche</em>, sendo alma, é a &#8220;substância&#8221; que anima o universo, como é vento sob as asas da borboleta – e aí a noção de <em>psyche</em> por vezes se confunde com a noção de <em>pneuma</em>, como hoje as religiões confundem, eventualmente, alma com espírito.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Não é à toa que Jung e Pauli colaboraram tanto. O conceito de sincronicidade não é uma invenção como, por exemplo, o automóvel a gasolina. É uma descoberta. É a retirada de uma ponta do véu de Ísis, que recobre todas as coisas. Uma p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> do véu de Maya que se desfaz, para de novo recobrir a <em>verdade</em>.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Como não é à toa, em <em>Lost</em>, que os personagens se encontram &#8220;ao acaso&#8221; e mais tarde os acontecimentos, em plano triplo (passado, presente e futuro se superpõem nas cenas) vão oferecendo razões para deixar claro que onde não há razão aparente existe uma trama profunda cujos ramos só deixam perceber gradações em níveis.<script><!-- D(["mb","\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eA cada nível de profundidade, descobre-se mais e mais complexidade. Em \u003ci\u003eflashbacks\u003c/i\u003e que mostram os passageiros do vôo 815 da \u003ci\u003eOceanic\u003c/i\u003e,\num ou outro passageiro recebe o primeiro plano; enquanto isso, outros\nque aparecem no plano de fundo também são sobreviventes do desastre do\nvôo 815. Equivale a dizer que, de um modo ou de outro, seus \u0026quot;<a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>s\u0026quot;\nestavam sempre se cruzando, até esse momento crucial em que são todos\nreunidos numa ilha \u0026quot;perdida\u0026quot;. Antes estavam só no mesmo mundo, um\nplaneta \u0026quot;perdido\u0026quot;, mas não \u0026quot;no meio\u0026quot; do Universo – os astrônomos da\natualidade declaram de maneira praticamente unânime que estamos\u003csup\u003e3\u003c/sup\u003e pendurados\nnuma das pontas da Via Láctea. No entanto, desconfio que, se fosse\ndepender do julgamento da política vigente no mundo, a Via Láctea\napareceria no hemisfério superior dos mapas estelares.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eÉ\nverdade. De certo modo, estamos perdidos. Perdidos no mesmo mundo, uma\nilha no grande oceano do infinito. Também em relação a nós mesmos:\nsomos consciência mínima, luz de vela, no meio desse luzeiro imenso,\nque teimamos em interpretar como escuridão, que é a psique.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eDe\ntal modo que só pode fazer sucesso estrondoso uma abordagem que\nevidencia, a todo o momento, como estamos perdidos, como acabamos nos\nencontrando uns aos outros e é esse ato de reconhecer nossos pontos em\ncomum, nossos pontos de conexão, que dá tanto sentido a nossas\namizades, às nossas afinidades, e ilumina os caminhos da vida,\napresentando sinais por onde podemos ir tateando com nossas pequenas\nvelas através da penumbra.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e",1] );  //--></script></span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">A cada nível de profundidade, descobre-se mais e mais complexidade. Em <em>flashbacks</em> que mostram os passageiros do vôo 815 da <em>Oceanic</em>, um ou outro passageiro recebe o primeiro plano; enquanto isso, outros que aparecem no plano de fundo também são sobreviventes do desastre do vôo 815. Equivale a dizer que, de um modo ou de outro, seus &#8220;<a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>s&#8221; estavam sempre se cruzando, até esse momento crucial em que são todos reunidos numa ilha &#8220;perdida&#8221;. Antes estavam só no mesmo mundo, um planeta &#8220;perdido&#8221;, mas não &#8220;no meio&#8221; do Universo – os astrônomos da atualidade declaram de maneira praticamente unânime que estamos<sup>3</sup> pendurados numa das pontas da Via Láctea. No entanto, desconfio que, se fosse depender do julgamento da política vigente no mundo, a Via Láctea apareceria no hemisfério superior dos mapas estelares.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">É verdade. De certo modo, estamos perdidos. Perdidos no mesmo mundo, uma ilha no grande oceano do infinito. Também em relação a nós mesmos: somos consciência mínima, luz de vela, no meio desse luzeiro imenso, que teimamos em interpretar como escuridão, que é a psique.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">De tal modo que só pode fazer sucesso estrondoso uma abordagem que evidencia, a todo o momento, como estamos perdidos, como acabamos nos encontrando uns aos outros e é esse ato de reconhecer nossos pontos em comum, nossos pontos de conexão, que dá tanto sentido a nossas amizades, às nossas afinidades, e ilumina os caminhos da vida, apresentando sinais por onde podemos ir tateando com nossas pequenas velas através da penumbra.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><script><!-- D(["mb","\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eDe\ntal maneira que temos a ilusão de que não estamos perdidos, pois nos\nencontramos. Topamo-nos, é verdade, de modo relativo. São referências.\nTemo-las entre uns e outros. Somos brasileiros ou não, gaúchos ou não,\nparanaenses ou não, entendemos essa ou aquela língua, nascemos neste ou\nnaquele dia, nesta ou naquela hora, e tudo isso é absolutamente\nrelativo. Não me parece que questionemos nossa existência, isto é, se\nescrevo isso, se leio isso, é porque existo. Não parece que sonho a\nescrita, ou que a escrita me sonha lendo. Mas os leitores que conhecem \u003ci\u003eMemórias, Sonhos e Reflexões\u003c/i\u003e\nhão de se lembrar da visão de Jung de que ele era a visão de um iogue,\ne que esse iogue, ao parar de meditar, cessaria sua (a de Jung)\nexistência. É o que diz Philip Dick: se Deus nos pensa, existimos. Se\nDeus parar de nos pensar, deixamos de ser, coisa bastante estranha para\no pensamento que se crê \u0026quot;no topo do mundo\u0026quot;, mas um tanto natural para\nquem sabe que está \u0026quot;embaixo\u0026quot;.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eAlguns\nse atrevem a pensar que, se não pensamos em Deus, ele não existe. Mas\nisso ou é uma falácia, um exercício inconseqüente de retórica, ou um\nconvite à possessão e, por que não, à loucura também, caso de\nNietzsche, segundo consta.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eNão\né possível matar a Deus sem ter – antes disso – de enfrentar as\nconseqüências de, pelo menos, perder-se, para, se for possível o\nreencontro, descobrir que de fato, como disseram os antigos, Deus é\nimortal e também (embora não apenas) por isso é Deus.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eEstar\nperdido também pode ser sinônimo de estar à beira do inferno, lá\nembaixo. A loucura tem algo de semelhante a isso, podemos pensar neste\ninstante. Quando Jung faz a metáfora de que é uma consciência mínima,\numa vela que deve ser tomada com muito cuidado para permitir iluminar\nna escuridão, tem essa noção imprecisa que temos – os estudantes da\npsique – de que os limites entre loucura e sanidade são bastante tênues.",1] );  //--></script><span style="font-family: Arial">De tal maneira que temos a ilusão de que não estamos perdidos, pois nos encontramos. Topamo-nos, é verdade, de modo relativo. São referências. Temo-las entre uns e outros. Somos brasileiros ou não, gaúchos ou não, paranaenses ou não, entendemos essa ou aquela língua, nascemos neste ou naquele dia, nesta ou naquela hora, e tudo isso é absolutamente relativo. Não me parece que questionemos nossa existência, isto é, se escrevo isso, se leio isso, é porque existo. Não parece que sonho a escrita, ou que a escrita me sonha lendo. Mas os leitores que conhecem <em>Memórias, Sonhos e Reflexões</em> hão de se lembrar da visão de Jung de que ele era a visão de um iogue, e que esse iogue, ao parar de meditar, cessaria sua (a de Jung) existência. É o que diz Philip Dick: se Deus nos pensa, existimos. Se Deus parar de nos pensar, deixamos de ser, coisa bastante estranha para o pensamento que se crê &#8220;no topo do mundo&#8221;, mas um tanto natural para quem sabe que está &#8220;embaixo&#8221;.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Alguns se atrevem a pensar que, se não pensamos em Deus, ele não existe. Mas isso ou é uma falácia, um exercício inconseqüente de retórica, ou um convite à possessão e, por que não, à loucura também, caso de Nietzsche, segundo consta.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Não é possível matar a Deus sem ter – antes disso – de enfrentar as conseqüências de, pelo menos, perder-se, para, se for possível o reencontro, descobrir que de fato, como disseram os antigos, Deus é imortal e também (embora não apenas) por isso é Deus.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Estar perdido também pode ser sinônimo de estar à beira do inferno, lá embaixo. A loucura tem algo de semelhante a isso, podemos pensar neste instante. Quando Jung faz a metáfora de que é uma consciência mínima, uma vela que deve ser tomada com muito cuidado para permitir iluminar na escuridão, tem essa noção imprecisa que temos – os estudantes da psique – de que os limites entre loucura e sanidade são bastante tênues.<script><!-- D(["mb","\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003ePodemos,\naliás, pensar que a loucura não existe. Então, desaparecem os limites.\nMas se pensarmos que a loucura é um dos graus da realidade\u003csup\u003e4\u003c/sup\u003e, também poderemos ter graus de sanidade\u003csup\u003e5\u003c/sup\u003e como\nsendo degraus que ocupamos na escada que visa nos levar ao que em tese\nalmejamos: sermos autenticamente humanos, não estarmos mais perdidos,\nsermos capazes de localizar com precisão nosso lugar e nossa essência\nnão só no espaço e no tempo, mas em relação ao que sabemos de nós\nmesmos e dos outros, semelhantes ou não. Mas a loucura existe na medida\nem que somos capazes de atribuir, mesmo com todo o sentido de que somos\ncapazes, a nós ou a outrem essa coisa \u003ci\u003enonsense\u003c/i\u003e de cavar buracos na Lua enquanto se pula carnaval em M<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> no meio de uma viagem a Saturno\u003csup\u003e6\u003c/sup\u003e. É que, com tudo que podemos compreender também podemos nos recusar, conscientemente ou não, a fazê-lo.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\n\n\n\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eEntão\natribuir um nome ao outro mantém nosso lugar seguro: \u0026quot;é louco\u0026quot;, \u0026quot;está\nperdido\u0026quot;, fica \u0026quot;lá embaixo\u0026quot;. Ou seja, \u0026quot;não é comigo\u0026quot;. São eles que\nestão \u003ci\u003eLost\u003c/i\u003e, eu estou aqui, sentado confortavelmente na\nfrente da televisão, comendo pizza, tomando refrigerante. Do que será\nfeito esse tempero? Cenas dos próximos capítulos. Cenas dos capítulos\nanteriores.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eÉ também por isso que \u003ci\u003eLost\u003c/i\u003e\nfaz sentido. Não apenas porque descreve metaforicamente a situação do\nmundo hoje, mas porque sempre se pode pensar que o que está ali não é\nverdade, enquanto eu, que tenho o controle remoto nas mãos, sou dono da\nverdade, tenha ou não que trabalhar amanhã, tenha ou não que dar um\nsentido e uma conclusão minimamente interessantes ao que escrevo, penso\ne vivo. Eu é que existo, eles não. A menos que eles possam me ver na\ntevê e me desligar com o controle remoto, mas isso é um absurdo.",1] );  //--></script></span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Podemos, aliás, pensar que a loucura não existe. Então, desaparecem os limites. Mas se pensarmos que a loucura é um dos graus da realidade<sup>4</sup>, também poderemos ter graus de sanidade<sup>5</sup> como sendo degraus que ocupamos na escada que visa nos levar ao que em tese almejamos: sermos autenticamente humanos, não estarmos mais perdidos, sermos capazes de localizar com precisão nosso lugar e nossa essência não só no espaço e no tempo, mas em relação ao que sabemos de nós mesmos e dos outros, semelhantes ou não. Mas a loucura existe na medida em que somos capazes de atribuir, mesmo com todo o sentido de que somos capazes, a nós ou a outrem essa coisa <em>nonsense</em> de cavar buracos na Lua enquanto se pula carnaval em M<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> no meio de uma viagem a Saturno<sup>6</sup>. É que, com tudo que podemos compreender também podemos nos recusar, conscientemente ou não, a fazê-lo.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Então atribuir um nome ao outro mantém nosso lugar seguro: &#8220;é louco&#8221;, &#8220;está perdido&#8221;, fica &#8220;lá embaixo&#8221;. Ou seja, &#8220;não é comigo&#8221;. São eles que estão <em>Lost</em>, eu estou aqui, sentado confortavelmente na frente da televisão, comendo pizza, tomando refrigerante. Do que será feito esse tempero? Cenas dos próximos capítulos. Cenas dos capítulos anteriores.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">É também por isso que <em>Lost</em> faz sentido. Não apenas porque descreve metaforicamente a situação do mundo hoje, mas porque sempre se pode pensar que o que está ali não é verdade, enquanto eu, que tenho o controle remoto nas mãos, sou dono da verdade, tenha ou não que trabalhar amanhã, tenha ou não que dar um sentido e uma conclusão minimamente interessantes ao que escrevo, penso e vivo. Eu é que existo, eles não. A menos que eles possam me ver na tevê e me desligar com o controle remoto, mas isso é um absurdo.<script><!-- D(["mb","\u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eNo\nentanto, a mente infantil é capaz de crer nisso. Crer que Deus é dono\ndo controle remoto que pode desligar todas as histórias em todas as\ntelevisões, ou que o detentor da suprema realidade é aquele que pode\nderradeiramente determinar se existimos ou não, e se vivemos os três\ntempos ou apenas um deles, se seremos fenômeno ou não. Pelo menos\nachamos que só a mente infantil é capaz disso.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003ePode-se\npensar que são divagações filosóficas de um diletante, talvez alguém\nque leu demais ou de menos, e não chegou à conclusão alguma – aliás,\ndifícil chegar a qualquer conclusão simplesmente lendo.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eÉ preciso viver, é preciso escrever no livro da vida, é preciso no livro da vida se \u003ci\u003einscrever\u003c/i\u003e.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\n\n\n\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003ePor\nisso Jung reputava tão vital para o ser e a individuação as rotinas da\nvida, essa circunstância de ter algo a que se agarrar, essa referência\na partir da qual podemos nos determinar como humanos autênticos, que\nPhilip Dick faz questão de citar em seu texto \u003ci\u003eComo Construir Um Universo Que Não Se Despedaça Dois Dias Depois.\u003c/i\u003e\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eTer uma <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>, alguém a quem amamos; uma missão na vida; um cachorro, talvez um urso de pelúcia. É outro aspecto de \u003ci\u003eLost\u003c/i\u003e\ncujos personagens sentem falta, a rotina da vida cotidiana. No entanto,\nem Roma, fazer como os romanos. É preciso adaptar-se à vida também,\ncriando rotinas. Quanto ao cachorro, Jung cita, quando fala da \u003ci\u003eparticipation mistique\u003c/i\u003e:\n\u0026quot;você e seu cachorro no escuro\u0026quot;. Ter alguém (ou algo) a quem (ou ao\nqual) se agarrar mesmo na escuridão – embora possamos pensar que no\nescuro é muito fácil criar participação mística com o que quer que seja.",1] );  //--></script></span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">No entanto, a mente infantil é capaz de crer nisso. Crer que Deus é dono do controle remoto que pode desligar todas as histórias em todas as televisões, ou que o detentor da suprema realidade é aquele que pode derradeiramente determinar se existimos ou não, e se vivemos os três tempos ou apenas um deles, se seremos fenômeno ou não. Pelo menos achamos que só a mente infantil é capaz disso.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Pode-se pensar que são divagações filosóficas de um diletante, talvez alguém que leu demais ou de menos, e não chegou à conclusão alguma – aliás, difícil chegar a qualquer conclusão simplesmente lendo.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">É preciso viver, é preciso escrever no livro da vida, é preciso no livro da vida se <em>inscrever</em>.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Por isso Jung reputava tão vital para o ser e a individuação as rotinas da vida, essa circunstância de ter algo a que se agarrar, essa referência a partir da qual podemos nos determinar como humanos autênticos, que Philip Dick faz questão de citar em seu texto <em>Como Construir Um Universo Que Não Se Despedaça Dois Dias Depois.</em></span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Ter uma <a href="/category/familia/" title="View all posts filed under família">família</a>, alguém a quem amamos; uma missão na vida; um cachorro, talvez um urso de pelúcia. É outro aspecto de <em>Lost</em> cujos personagens sentem falta, a rotina da vida cotidiana. No entanto, em Roma, fazer como os romanos. É preciso adaptar-se à vida também, criando rotinas. Quanto ao cachorro, Jung cita, quando fala da <em>participation mistique</em>: &#8220;você e seu cachorro no escuro&#8221;. Ter alguém (ou algo) a quem (ou ao qual) se agarrar mesmo na escuridão – embora possamos pensar que no escuro é muito fácil criar participação mística com o que quer que seja.<script><!-- D(["mb","\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003ePor\nisso também encontramos projeções: encontramos no mundo os aspectos que\nnos permitem fazer nele nossas almas, à semelhança do que Hillman\ndisse, que \u0026quot;o mundo é lugar de fazer alma\u0026quot;.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eReconhecemo-nos\ntambém no mundo, para que possamos nos reconhecer em nós mesmos:\nperdidos, para que possamos nos descobrir. A Oração de São Francisco de\nAssis é neste aspecto uma lição de sabedoria: \u0026quot;Que eu procure mais...\u0026quot;\nfazer do que ser feito – amar que ser amado, compreender que ser\ncompreendido. Levar a luz às trevas, a esperança ao desespero. Ser\ncapaz de viver a realidade e não a ilusão, e ser capaz de manifestar,\nna ilusão, a realidade. Coisas tão simples quando escritas e tão\nincrivelmente difíceis na realidade.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e\u0026quot;Pois\né morrendo que se vive...\u0026quot;, porque, ao chegar lá embaixo, ou nos\nlimites dessa situação, com freqüência surge uma oportunidade\nmaravilhosa, algo que, dado um mínimo de percepção, nos iça de volta ao\nlimiar da consciência e nos permite retornar à vida. Perdidos, pois\nprecisamos ser encontrados.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eAssim é que \u003ci\u003eLost\u003c/i\u003e\né um apelo, um chamado de e para o homem moderno. Não é para os que já\nsabem se sustentar e viver de si mesmos: os personagens são tontos da\ncidade moderna que mal sabem o que fazer no mato: um médico que não\nconsegue reconhecer nas plantas à sua volta as substâncias de que a\n<a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> depende; um construtor que encontra uma paisagem nua, mas não\nquer construir nela, quer voltar para a \u0026quot;civilização\u0026quot;, onde tudo já\nparece estar construído. Não há um padre, não sabem sequer fazer um\nritual fúnebre, o que equivale a dizer que não têm respeito suficiente\npelos mortos, e isso também que nossa sociedade perdeu a ligação com\nseu próprio passado.",1] );  //--></script></span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Por isso também encontramos projeções: encontramos no mundo os aspectos que nos permitem fazer nele nossas almas, à semelhança do que Hillman disse, que &#8220;o mundo é lugar de fazer alma&#8221;.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Reconhecemo-nos também no mundo, para que possamos nos reconhecer em nós mesmos: perdidos, para que possamos nos descobrir. A Oração de São Francisco de Assis é neste aspecto uma lição de sabedoria: &#8220;Que eu procure mais&#8230;&#8221; fazer do que ser feito – amar que ser amado, compreender que ser compreendido. Levar a luz às trevas, a esperança ao desespero. Ser capaz de viver a realidade e não a ilusão, e ser capaz de manifestar, na ilusão, a realidade. Coisas tão simples quando escritas e tão incrivelmente difíceis na realidade.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">&#8220;Pois é morrendo que se vive&#8230;&#8221;, porque, ao chegar lá embaixo, ou nos limites dessa situação, com freqüência surge uma oportunidade maravilhosa, algo que, dado um mínimo de percepção, nos iça de volta ao limiar da consciência e nos permite retornar à vida. Perdidos, pois precisamos ser encontrados.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Assim é que <em>Lost</em> é um apelo, um chamado de e para o homem moderno. Não é para os que já sabem se sustentar e viver de si mesmos: os personagens são tontos da cidade moderna que mal sabem o que fazer no mato: um médico que não consegue reconhecer nas plantas à sua volta as substâncias de que a <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> depende; um construtor que encontra uma paisagem nua, mas não quer construir nela, quer voltar para a &#8220;civilização&#8221;, onde tudo já parece estar construído. Não há um padre, não sabem sequer fazer um ritual fúnebre, o que equivale a dizer que não têm respeito suficiente pelos mortos, e isso também que nossa sociedade perdeu a ligação com seu próprio passado.<script><!-- D(["mb","\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eHá em \u003ci\u003eLost \u003c/i\u003edois\nhomens que sabem fazer muitas coisas: um era paralítico na sociedade\nmoderna; vivia amarrado a uma cadeira de rodas, enganado pelo próprio\npai e pela própria mãe\u003csup\u003e7\u003c/sup\u003e, trabalhando em uma fábrica de\ncaixas de papel, sonhando em ser um grande explorador, um caçador e um\nsábio, coisa que se torna ao se encontrar na ilha, um rei, com um olho\nem terra de cegos. O outro, um iraquiano, ex-torturador na Guarda\nRepublicana do Iraque, aprendeu em seu ofício de guerra a refletir\nsobre o valor da vida e do <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>; parece por vezes ter mais consideração\npelo ser humano do que os \u0026quot;civilizados\u0026quot;. É dos árabes que vem de\nresgate a \u003ci\u003ealquimia\u003c/i\u003e, de descoberta a \u003ci\u003eálgebra\u003c/i\u003e, de invenção o \u003ci\u003ealgarismo\u003c/i\u003e\nentre outros objetos das ciências cuja perspectiva inicial foi perdida\nde vista pela civilização fragmentária que esqueceu o rumo e caiu, em\npleno vôo, rumo a uma ilha onde é obrigatório reconhecer que não é\npossível viver só. Há uma mulher, coreana, que sabe cultivar plantas, e\nserve de elo entre o oriente e o ocidente. Seu marido, coreano também,\né o único que parece saber alguma coisa sobre a pesca. Ambos\nrepresentam, relutantemente, ligações entre o homem e a natureza – os\nocidentais falam de ecologia, mas sua cultura é aquela que mais se\ndistancia dela.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eTais\npersonagens sugerem que aquilo que em nossa civilização pode dar\ncondições de conhecimento de si mesmo está engessado. A exemplo disso o\nmédico, que é o líder da turma toda, está constantemente envolto em\nquestões que o fazem questionar sua própria capacidade de decidir,\ntanto quanto a de crer. É que a ciência também está engessando a\ncriatividade humana, na medida em que constrói impedimentos à fé, pois\ntoda criação p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de um ato de fé. Se o ser humano não puder ter o\nnuminoso como elemento fundamental de sua existência, será difícil\njustificar qualquer de seus inventos.",1] );  //--></script></span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Há em <em>Lost </em>dois homens que sabem fazer muitas coisas: um era paralítico na sociedade moderna; vivia amarrado a uma cadeira de rodas, enganado pelo próprio pai e pela própria mãe<sup>7</sup>, trabalhando em uma fábrica de caixas de papel, sonhando em ser um grande explorador, um caçador e um sábio, coisa que se torna ao se encontrar na ilha, um rei, com um olho em terra de cegos. O outro, um iraquiano, ex-torturador na Guarda Republicana do Iraque, aprendeu em seu ofício de guerra a refletir sobre o valor da vida e do <a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>; parece por vezes ter mais consideração pelo ser humano do que os &#8220;civilizados&#8221;. É dos árabes que vem de resgate a <em>alquimia</em>, de descoberta a <em>álgebra</em>, de invenção o <em>algarismo</em> entre outros objetos das ciências cuja perspectiva inicial foi perdida de vista pela civilização fragmentária que esqueceu o rumo e caiu, em pleno vôo, rumo a uma ilha onde é obrigatório reconhecer que não é possível viver só. Há uma mulher, coreana, que sabe cultivar plantas, e serve de elo entre o oriente e o ocidente. Seu marido, coreano também, é o único que parece saber alguma coisa sobre a pesca. Ambos representam, relutantemente, ligações entre o homem e a natureza – os ocidentais falam de ecologia, mas sua cultura é aquela que mais se distancia dela.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Tais personagens sugerem que aquilo que em nossa civilização pode dar condições de conhecimento de si mesmo está engessado. A exemplo disso o médico, que é o líder da turma toda, está constantemente envolto em questões que o fazem questionar sua própria capacidade de decidir, tanto quanto a de crer. É que a ciência também está engessando a criatividade humana, na medida em que constrói impedimentos à fé, pois toda criação p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de um ato de fé. Se o ser humano não puder ter o numinoso como elemento fundamental de sua existência, será difícil justificar qualquer de seus inventos.<script><!-- D(["mb","\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eIsso\ntambém faz lembrar o Egito, cuja civilização durou milhares de anos: o\nnúmeno era o elemento fundamental, central, da construção da\ncivilização egípcia. Aliás, os grandes monumentos da história\nrepresentam não o que há de cotidiano e banal no homem, mas o que está\nmuito além da aspiração diária. São representantes das \u0026quot;esferas fixas\u0026quot;\nem torno das quais gira o universo, segundo Hermes Trismegistus; são\ntambém elementos a priori, não funções, mas coisas anteriores mesmo às\nidéias; são geradores de idéias, \u003ci\u003eideais\u003c/i\u003e; \u003ci\u003earquétipos\u003c/i\u003e, fundamentos da vida.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp style\u003d\"text-indent:34pt;text-align:justify\"\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eO\napelo de Jung está mais vivo do que nunca. É preciso conferir a todos\nos atos da vida o fundamento psíquico, para que as coisas sejam aquilo\nque na verdade são, isto é, representantes do ser e facilitadores do\ndevir.\u003c/span\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003e \u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp\u003e\u003cspan style\u003d\"font-family:Arial\"\u003eE pareceu-me, enfim, que estas estão entre as principais razões do sucesso \u0026quot;fenomênico\u0026quot; de \u003ci\u003eLost\u003c/i\u003e:\né que por trás do fenômeno está o númeno, e este impulsiona àquele, sem\no qual o fenômeno, destituído de alma, torna-se, no máximo, simples\n\u0026quot;coincidência\u0026quot;. Em \u003ci\u003eLost\u003c/i\u003e a princípio parece não haver\nnúmeno entre os sobreviventes do vôo que caiu, mas há a floresta, a\nilha, o oceano, os perigos, e todos paulatinamente se revelam\ninterrelacionados, além do presente, com o passado dos sobreviventes e\nseus <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>s. Pois parece ser preciso destacar para o ser humano uma\nsituação que lhe ofereça um deslocamento em relação ao seu cotidiano\npara que possa perceber, nas entrelinhas, o que também está presente no\ncotidiano, mas que é tão invisível, porque estamos perceptivamente\nembotados em relação a nossa vida diária, e esse embotamento é tão\nendêmico, tão subjacente a esta nossa sociedade, que o \u0026quot;mal do século\u0026quot;\n– segundo se dizia no início do ano 2000 em relação à depressão – não\nfoi resolvido, nem sequer foi conhecido como elemento necessário à\ntransformação social. ",1] );  //--></script></span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">Isso também faz lembrar o Egito, cuja civilização durou milhares de anos: o númeno era o elemento fundamental, central, da construção da civilização egípcia. Aliás, os grandes monumentos da história representam não o que há de cotidiano e banal no homem, mas o que está muito além da aspiração diária. São representantes das &#8220;esferas fixas&#8221; em torno das quais gira o universo, segundo Hermes Trismegistus; são também elementos a priori, não funções, mas coisas anteriores mesmo às idéias; são geradores de idéias, <em>ideais</em>; <em>arquétipos</em>, fundamentos da vida.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p style="text-indent: 34pt; text-align: justify"><span style="font-family: Arial">O apelo de Jung está mais vivo do que nunca. É preciso conferir a todos os atos da vida o fundamento psíquico, para que as coisas sejam aquilo que na verdade são, isto é, representantes do ser e facilitadores do devir.</span><span style="font-family: Arial"> </span></p>
<p><span style="font-family: Arial">E pareceu-me, enfim, que estas estão entre as principais razões do sucesso &#8220;fenomênico&#8221; de <em>Lost</em>: é que por trás do fenômeno está o númeno, e este impulsiona àquele, sem o qual o fenômeno, destituído de alma, torna-se, no máximo, simples &#8220;coincidência&#8221;. Em <em>Lost</em> a princípio parece não haver númeno entre os sobreviventes do vôo que caiu, mas há a floresta, a ilha, o oceano, os perigos, e todos paulatinamente se revelam interrelacionados, além do presente, com o passado dos sobreviventes e seus <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>s. Pois parece ser preciso destacar para o ser humano uma situação que lhe ofereça um deslocamento em relação ao seu cotidiano para que possa perceber, nas entrelinhas, o que também está presente no cotidiano, mas que é tão invisível, porque estamos perceptivamente embotados em relação a nossa vida diária, e esse embotamento é tão endêmico, tão subjacente a esta nossa sociedade, que o &#8220;mal do século&#8221; – segundo se dizia no início do ano 2000 em relação à depressão – não foi resolvido, nem sequer foi conhecido como elemento necessário à transformação social. <script><!-- D(["mb","\u003cbr\u003e\u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp\u003e\u003csup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e1\u003c/span\u003e\u003c/sup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e Numa\nde conversa de bar em Sidney, o pai de um dos protagonistas – o médico\nJack – conversa com outros dos protagonistas, Sawyer, sobre a bebida e\na Austrália, em um \u003ci\u003eflashback\u003c/i\u003e da passagem de Sawyer pela Autrália.\u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp\u003e\u003csup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e2\u003c/span\u003e\u003c/sup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e São\ntrês filmes: O Cubo, o Cubo Dois e o Cubo Zero, que cronologicamente se\nsitua antes do \u0026quot;Cubo\u0026quot;, mas foi o último a ser produzido.\u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp\u003e\u003csup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e3\u003c/span\u003e\u003c/sup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e Muita\ngente considera obra do acaso o fato de que estamos, uns sete bilhões\nde habitantes humanos e outros tantos seres vivos, neste mesmo planeta,\ncom tantos lugares no universo para se estar!\u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp\u003e\u003csup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e4\u003c/span\u003e\u003c/sup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e Assim como é um dos graus da \u003ci\u003epercepção\u003c/i\u003e da realidade.\u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\n\n\n\u003cbr\u003e\n\u003cp\u003e\u003csup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e5\u003c/span\u003e\u003c/sup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e Ser são, aliás, não significa que aquilo que percebemos é aquilo que é – longe disso.\u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\n\n\n\u003cbr\u003e\n\u003cp\u003e\u003csup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e6\u003c/span\u003e\u003c/sup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e Aliás,\nem termos psíquicos isso é possível, ou não teríamos formulado a\nhipótese. Se pode ser escrito, é porque pode ser imaginado. Muitas\ncoisas podem ocorrer no campo da psique, embora nunca se manifestem,\nsabem isso pelo menos os junguianos. Daí que a realidade psíquica é tão\nmais abrangente que a física, porque a última é manifesta, mas a\nprimeira está no campo da criação das coisas.\u003c/span\u003e\u003c/p\u003e\u003cbr\u003e\n\u003cp\u003e\u003csup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e7\u003c/span\u003e\u003c/sup\u003e\u003cspan style\u003d\"font-size:9pt;font-family:Arial\"\u003e Num\ndos episódios, já adulto, após anos de vida como órfão, é enganado por\nsua mãe e pai de modo a doar um dos rins para o pai; em seguida é posto\nde lado. No entanto, na ilha é o maior portador da fé. Acredita num\naspecto transcendental da vida que o reabilitou.",1] );  //--></script><br />
</span><br />
<sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial">1</span></sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial"> Numa de conversa de bar em Sidney, o pai de um dos protagonistas – o médico Jack – conversa com outros dos protagonistas, Sawyer, sobre a bebida e a Austrália, em um <em>flashback</em> da passagem de Sawyer pela Autrália.</span><br />
<sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial">2</span></sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial"> São três filmes: O Cubo, o Cubo Dois e o Cubo Zero, que cronologicamente se situa antes do &#8220;Cubo&#8221;, mas foi o último a ser produzido.</span><br />
<sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial">3</span></sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial"> Muita gente considera obra do acaso o fato de que estamos, uns sete bilhões de habitantes humanos e outros tantos seres vivos, neste mesmo planeta, com tantos lugares no universo para se estar!</span><br />
<sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial">4</span></sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial"> Assim como é um dos graus da <em>percepção</em> da realidade.</span><br />
<sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial">5</span></sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial"> Ser são, aliás, não significa que aquilo que percebemos é aquilo que é – longe disso.</span><br />
<sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial">6</span></sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial"> Aliás, em termos psíquicos isso é possível, ou não teríamos formulado a hipótese. Se pode ser escrito, é porque pode ser imaginado. Muitas coisas podem ocorrer no campo da psique, embora nunca se manifestem, sabem isso pelo menos os junguianos. Daí que a realidade psíquica é tão mais abrangente que a física, porque a última é manifesta, mas a primeira está no campo da criação das coisas.</span><br />
<sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial">7</span></sup><span style="font-size: 9pt; font-family: Arial"> Num dos episódios, já adulto, após anos de vida como órfão, é enganado por sua mãe e pai de modo a doar um dos rins para o pai; em seguida é posto de lado. No entanto, na ilha é o maior portador da fé. Acredita num aspecto transcendental da vida que o reabilitou.</span></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/02/20/a-experiencia-de-estar-perdido-psicologia-de-lost/">A Experiência de Estar Perdido &#8211; Psicologia de Lost</a></p>

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		<title>OS  DOMINGOS  PRECISAM DE  FERIADOS</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Jan 2008 14:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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  Por Nilton Bonder Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação. Muito além &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/01/22/os-domingos-precisam-de-feriados/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/01/22/os-domingos-precisam-de-feriados/">OS  DOMINGOS  PRECISAM DE  FERIADOS</a></p>
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<p align="center"> <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/01/paz_y_descanso.jpg" title="paz_y_descanso.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2008/01/paz_y_descanso.jpg" alt="paz_y_descanso.jpg" /></a></p>
<p>Por Nilton Bonder</p>
<p>Toda sexta-feira à noite começa o shabat para a tradição judaica. Shabat é o conceito que propõe descanso ao final do ciclo semanal de produção, inspirado no descanso divino, no sétimo dia da Criação.</p>
<p>Muito além de uma proposta trabalhista, entendemos a pausa como fundamental para a saúde de tudo o que é vivo.<br />
A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> é pausa. Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue.</p>
<p>Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente, onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga, onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo, descansar se torna uma necessidade do planeta.</p>
<p>Hoje, o tempo de &#8216;pausa&#8217; é preenchido por diversão e alienação. Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações &#8216;para não nos ocuparmos&#8217;. A própria palavra entretenimento indica o desejo de não parar. E a incapacidade de parar é uma forma de depressão.</p>
<p>O mundo está deprimido e a indústria do entretenimento cresce nessas condições. Nossas cidades se parecem cada vez mais com a Disneylândia. Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas. Fim de dia com gosto de vazio. Um divertido que não é nem bom nem ruim. Dia pronto para ser esquecido, não fossem as fotos e a memória de uma expectativa frustrada que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo..</p>
<p>Entramos no milênio num mundo que é um grande shopping. A Internet e a televisão não dormem. Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme. As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar e perder, das informações e dos rumores, atividade incessante. A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.</p>
<p>Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo. Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente, mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa. O futuro é tão rápido que se confunde com o presente. As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, as cidades de uma cochilada, o mar de umas férias, o domingo de um feriado&#8230;</p>
<p>Nossos n<a href="/category/amor/" title="View all posts filed under amor">amor</a>ados querem &#8216;ficar&#8217;, trocando o &#8216;ser&#8217; pelo &#8216;estar&#8217;. Saímos da escravidão do século XIX para o leasing do século XXI &#8211; um dia seremos nossos?</p>
<p>Quem tem tempo não é sério, quem não tem tempo é importante. Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco. Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos&#8230;</p>
<p>Parar não é interromper. Muitas vezes continuar é que é uma interrupção.</p>
<p>O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair &#8211; literalmente, ficar desatento. É um dia de atenção, de ser atencioso consigo e com sua vida. A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é &#8216;o que vamos fazer hoje?&#8217; &#8211; já marcada pela ansiedade. E sonhamos com uma longevidade de 120 anos, quando não sabemos o que fazer numa tarde de Domingo.</p>
<p>Quem ganha tempo, por definição, perde. Quem mata tempo, fere-se mortalmente. É este o grande &#8216;radical livre&#8217; que envelhece nossa alegria &#8211; o sonho de fazer do tempo uma mercadoria.</p>
<p>Em tempos de novo milênio, vamos resgatar coisas que são milenares. A pausa é que traz a surpresa e não o que vem depois. A pausa é que dá sentido à caminhada. A prática espiritual deste milênio será viver as pausas. Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminou e quando algo vai começar.</p>
<p>Afinal, por que o Criador descansou? Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada, seja dá-lo como concluído.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/01/22/os-domingos-precisam-de-feriados/">OS  DOMINGOS  PRECISAM DE  FERIADOS</a></p>

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		<title>Namastê!</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/01/11/namaste/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Jan 2008 11:42:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[outras visões]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/01/11/namaste/"></g:plusone></div>
Há quase 11 anos atrás estive no Nepal, estudando Medicina Ayurvedica e Medicina Tibetana, e conhecendo a cultura local. De tudo, o mais fascinante é a forma de cumprimento que eles usam, o Namastê, em que as duas mãos se &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/01/11/namaste/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/01/11/namaste/">Namastê!</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/01/11/namaste/"></g:plusone></div>
<p class="western" align="center"><img src="http://opensadorselvagem.org/images/stories/espiritualidade/180px-Namaste1.jpg" height="386" hspace="5" vspace="5" width="180" /></p>
<p class="western" align="left">Há quase 11 anos atrás estive no Nepal, estudando Medicina Ayurvedica e Medicina Tibetana, e conhecendo a cultura local. De tudo, o mais fascinante é a forma de cumprimento que eles usam, o Namastê, em que as duas mãos se unem na frente do peito, e a cabeça é inclinada para frente. O significado deste cumprimento é “O Deus que há em mim saúda o Deus que há em você.”</p>
<p class="western" align="left">Neste gesto e nesta palavra há implícito um enorme respeito pelo outro ser humano, que é considerado um portador de Deus. Diante de tanta violência, de tantos desrespeitos, esquecemos que o ser humano é o que há de mais sublime na Terra. E nossos atos precisam ser permeados pelo que temos de Deus dentro de nós. Portanto, através deste gesto, as pessoas elevam-se acima de suas diferenças e buscam uma conexão com o outro.</p>
<p class="western" align="left">Vejamos alguns exemplos de como esquecemos que Deus está dentro de cada ser humano. No fim do ano de 2007, um rapaz foi torturado até a <a href="/category/morte/" title="View all posts filed under morte">morte</a> dentro de casa por PMs no estado de São Paulo. No reveillón de Copacabana foram disparados tiros no meio da multidão e a suspeita maior é de que foram disparados na própria praia. A mídia fala incessantemente sobre o aquecimento global e, no entanto, no período de estiagem foram feitas várias queimadas criminosas.</p>
<p class="western" align="left">O Deus que está dentro de nós pode ser chamado por vários nomes, como Eu Superior, Eu Interior, Poder Superior, etc, mas é o mesmo princípio de que somos mais do que podemos ser, somos mais do que nosso cotidiano de trabalho, preocupações, contas, engarrafamentos e más notícias nos permite acreditar. Leonardo Boff escreveu um livro chamado “A Águia e a Galinha”, que fez grande sucesso nos anos 90, e dele extrai este trecho abaixo:</p>
<p class="western" align="left"><em><font size="2">Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga</font></em><font size="2">? (L</font><font size="3">eonardo Boff)</font></p>
<p class="western" align="left">Saber <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/10/transcendencia-e-auto-realizacao/">reconhecer em si esta qualidade divina</a> é o diferencial que pode tornar nosso mundo mais fraterno e agradável de se viver. Portante, Namastê para você!</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2008/01/11/namaste/">Namastê!</a></p>

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		<title>O Que É Espiritualidade</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/19/o-que-e-espiritualidade/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/19/o-que-e-espiritualidade/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 Dec 2007 17:22:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>
		<category><![CDATA[dalai lama]]></category>
		<category><![CDATA[espiritualidade]]></category>
		<category><![CDATA[leonardo boff]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/19/o-que-e-espiritualidade/"></g:plusone></div>
Do livro: &#8220;ESPIRITUALIDADE &#8211; Um Caminho de Transformação&#8221; de Leonardo Boff Agora cabe colocar diretamente a pergunta: afinal, o que é espiritualidade? Uma vez fizeram esta pergunta ao Dalai-Lama e ele deu uma resposta extremamente simples: &#8220;Espiritualidade é aquilo que &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/19/o-que-e-espiritualidade/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/19/o-que-e-espiritualidade/">O Que É Espiritualidade</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/19/o-que-e-espiritualidade/"></g:plusone></div>
<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/medium_dalailama.jpg" title="medium_dalailama.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/medium_dalailama.jpg" alt="medium_dalailama.jpg" /></a></p>
<p>Do livro: &#8220;ESPIRITUALIDADE &#8211; Um Caminho de Transformação&#8221;</p>
<p>de Leonardo Boff</p>
<p>Agora cabe colocar diretamente a pergunta: afinal, o que é espiritualidade? Uma vez fizeram esta pergunta ao Dalai-Lama e ele deu uma resposta extremamente simples: &#8220;Espiritualidade é aquilo que produz no ser humano uma mudança interior&#8221;.<br />
Não entendendo direito, alguem perguntou novamente:<br />
- Mas se eu praticar a religião e observar as tradições, isso não é espiritualidade?<br />
O Dalai-Lama respondeu:<br />
- Pode ser espiritualidade, mas, se não produzir em você uma transformação, não é espiritualidade. E acrescentou:<br />
- Um cobertor que não aquece deixa de ser cobertor.<br />
Então atalhou a pessoa:<br />
- A espiritualidade muda ou é sempre a mesma coisa?<br />
E o Dalai-Lama falou:<br />
- Como dizem os antigos, os tempos mudam e as pessoas mudam com ele. O que ontem foi espiritualidade hoje não precisa mais ser. O que em geral se chama de espiritualidade é apenas a lembrança de antigos caminhos e métodos religiosos.<br />
E arrematou:<br />
- O manto deve ser cortado para se ajustar aos homens. Não são os homens que devem ser cortados para se ajustar ao manto.</p>
<p><script><!-- D(["mb","\u003cbr\>sempre se fazendo, física, psíquica, social e culturalmente. Mas há mudanças\u003cbr\>e mudanças. Há mudanças que não transformam nossa estrutura de base. São\u003cbr\>superficiais e exteriores, ou meramente quantitativas.\u003cbr\>Mas há mudanças que são interiores. São verdadeiras transformações\n\u003cbr\>alquímicas, capazes de dar um novo sentido à vida ou de abrir novos campos\u003cbr\>de experiência e de profundidade rumo ao próprio coração e ao mistério de\u003cbr\>todas as coisas. Não raro, é no âmbito da religião que ocorrem tais\n\u003cbr\>mudanças. Mas nem sempre. Hoje a singularidade de nosso tempo reside no fato\u003cbr\>de que a espiritualidade vem sendo descoberta como dimensão profunda do\u003cbr\>humano, como o momento necessario para o desabrochar pleno de nossa\n\u003cbr\>individuação e como espaço da paz no meio dos conflitos e desolações sociais\u003cbr\>e existenciais.\u003c/div\>\n\u003cdiv\> \u003c/div\>\n\u003cdiv\> \u003c/div\>\n\u003cdiv\>-- \u003cbr\>Sabina Vanderlei\u003cbr\>Orkut Profile: \u003ca href\u003d\"http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid\u003d11381718799068573444\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>http://www.orkut.com/Profile\u003cWBR\>.aspx?uid\u003d11381718799068573444\u003c/a\>\u003cbr\>Multiply: \u003ca href\u003d\"http://sabinavanderlei.multiply.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>\nhttp://sabinavanderlei.multiply\u003cWBR\>.com/\u003c/a\>\u003cbr\>News-Letter: \u003ca href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/Psi-cologica/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>http://br.groups.yahoo.com\u003cWBR\>/group/Psi-cologica/\u003c/a\>\u003cbr\>HD Virtual: \u003ca href\u003d\"http://psi-cologica.4shared.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>\nhttp://psi-cologica.4shared\u003cWBR\>.com/\u003c/a\>\u003cbr\>--\u003cbr\>"Quem olha para fora sonha,\u003cbr\>quem olha para dentro acorda."\u003cbr\>(Carl Gustav Jung) \u003c/div\>\n\u003c/p\>\n    \u003c/div\>  \n\n    \n    \u003cspan width\u003d\"1\" style\u003d\"color:white\"\>__._,_.___\u003c/span\>\n    \n    \u003cdiv\>\n              \u003cspan\>\n          \u003ca href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/Psi-cologica/message/1612;_ylc\u003dX3oDMTM1NTJmNDY2BF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzExNDAyMjE0BGdycHNwSWQDMjEzNzExNDI1MgRtc2dJZAMxNjEyBHNlYwNmdHIEc2xrA3Z0cGMEc3RpbWUDMTE5ODA3Mjc0OQR0cGNJZAMxNjEy\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>",1] );  //--></script>Parece-me que o principal a ser retido desse pequeno diálogo com o  Dalai-Lama é que espiritualidade é aquilo que produz dentro de nós uma mudança. O ser humano é um ser de mudanças, pois nunca está pronto, está sempre se fazendo, física, psíquica, social e culturalmente. Mas há mudanças e mudanças. Há mudanças que não transformam nossa estrutura de base. São superficiais e exteriores, ou meramente quantitativas.  Mas há mudanças que são interiores. São verdadeiras transformações alquímicas, capazes de dar um novo sentido à vida ou de abrir novos campos de experiência e de profundidade rumo ao próprio coração e ao mistério de todas as coisas. Não raro, é no âmbito da religião que ocorrem tais<br />
mudanças. Mas nem sempre. Hoje a singularidade de nosso tempo reside no fato de que a espiritualidade vem sendo descoberta como dimensão profunda do humano, como o momento necessario para o desabrochar pleno de nossa individuação e como espaço da paz no meio dos conflitos e desolações sociais e existenciais.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/19/o-que-e-espiritualidade/">O Que É Espiritualidade</a></p>

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		<title>O Entusiasmo</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/06/o-entusiasmo/</link>
		<comments>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/06/o-entusiasmo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 06 Dec 2007 18:34:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/06/o-entusiasmo/"></g:plusone></div>
Swami Chidvilasanda (Obrigado, Tio Aldo) O entusiasmo torna uma pessoa capaz de atingir sua meta. O entusiasmo o eleva. Quando você se conscientiza de sua enorme capacidade para o entusiasmo, descobre que há algo sagrado em seu interior. O que &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/06/o-entusiasmo/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/06/o-entusiasmo/">O Entusiasmo</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/06/o-entusiasmo/"></g:plusone></div>
<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/x1p_adjul8hnf8f_wsfqfbfh3jyky_ghqdvukgvbp6bouuvv3hy64bejq8624fd4byjn26jlifdyzjkj5wkrycxr-6vl4hx5w7wauoa9qrvufey-wwy4eu_v8jrremm_954iodq755xkvs.jpg" title="Entusiasmo"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/12/x1p_adjul8hnf8f_wsfqfbfh3jyky_ghqdvukgvbp6bouuvv3hy64bejq8624fd4byjn26jlifdyzjkj5wkrycxr-6vl4hx5w7wauoa9qrvufey-wwy4eu_v8jrremm_954iodq755xkvs.jpg" alt="Entusiasmo" /></a></p>
<p><span style="font-size: 11pt"><font color="#000000">Swami Chidvilasanda (Obrigado, Tio Aldo)</font></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt"><font color="#000000">O entusiasmo torna uma pessoa capaz de atingir sua meta. O entusiasmo o eleva. Quando você se conscientiza de sua enorme capacidade para o entusiasmo, descobre que há algo sagrado em seu interior. O que é?</font></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt"><font color="#000000">A resposta está na própria palavra. Se você for às suas raízes, descobrirá que a palavra <strong>entusiasmo</strong> vem do grego <strong><em>enthusiasmus</em></strong>. A sílaba <strong><em>EN</em></strong> significa “em, dentro ou possuído”. e <strong><em>THEOS</em></strong> significa “Deus”. Assim, a palavra entusiasmo literalmente significa “carregando Deus no interior” ou “possuído pelo Senhor interior”! Quando você está cheio de “entusiasmo”, está cheio da energia de Deus, de um grande poder, de uma graça maravilhosa. Conscientizar-se totalmente do que você carrega em seu interior é herdar todo o paraíso. Essa consciência o liberta por completo das preocupações. Você está preenchido por Deus. O que poderia alquebrar então seu espírito? Essa nova compreensão da palavra entusiasmo evoca um desejo profundo em seu interior. <script><!-- D(["mb","\u003c/font\>\u003c/span\>\u003c/p\>\n\u003cp\>\u003cspan style\u003d\"font-size:11pt\"\>\u003cfont color\u003d\"#000000\"\>“Entusiasmo e energia são amigos muito úteis neste mundo. Você já deve ter notado como se sente espontaneamente atraído por pessoas entusiasmadas. Quando alguém está cheio de exuberância e vigor, você quer ficar perto dele.”\u003c/font\>\u003c/span\>\u003c/p\>\u003cbr\>------------------\u003cbr\>Aldo Farias Dias\u003cbr\>GEHSH 25 Anos!\u003cbr\>\u003ca href\u003d\"http://www.<a href="/category/homeopatia/" title="View all posts filed under homeopatia">homeopatia</a>online.com/gehsh\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>www.<a href="/category/homeopatia/" title="View all posts filed under homeopatia">homeopatia</a>online.com/gehsh\u003c/a\>\u003cbr\>\u003chr\>Conheça o Windows Live Spaces, o site de <a href="/category/relacionamento/" title="View all posts filed under relacionamento">relacionamento</a>s do Messenger! \u003ca href\u003d\"http://spaces.live.com/signup.aspx\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>Crie já o seu!\u003c/a\>\n\u003c/p\>\n    \u003c/div\>  \n\n    \n    \u003cspan width\u003d\"1\" style\u003d\"color:white\"\>__._,_.___\u003c/span\>\n    \n    \u003cdiv\>\n              \u003cspan\>\n          \u003ca href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/GEHSH_Net/message/388;_ylc\u003dX3oDMTMzbnE1Y2g3BF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzE2Nzc0MTI0BGdycHNwSWQDMjEzNzExMjU3MgRtc2dJZAMzODgEc2VjA2Z0cgRzbGsDdnRwYwRzdGltZQMxMTk2OTM5MDE5BHRwY0lkAzM4OA--\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>\n            Mensagens neste tópico          \u003c/a\> (\u003cspan\>1\u003c/span\>)\n        \u003c/span\>\n        \u003ca href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/GEHSH_Net/post;_ylc\u003dX3oDMTJwaGNkNmV1BF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzE2Nzc0MTI0BGdycHNwSWQDMjEzNzExMjU3MgRtc2dJZAMzODgEc2VjA2Z0cgRzbGsDcnBseQRzdGltZQMxMTk2OTM5MDE5?act\u003dreply&amp;messageNum\u003d388\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>\n          \u003cspan\>\n            Responder          \u003c/span\> (através da web)\n        \u003c/a\>  | \n        \u003ca href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/GEHSH_Net/post;_ylc\u003dX3oDMTJmbWcxNHRjBF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzE2Nzc0MTI0BGdycHNwSWQDMjEzNzExMjU3MgRzZWMDZnRyBHNsawNudHBjBHN0aW1lAzExOTY5MzkwMTk-\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>\n          Adicionar um novo tópico        \u003c/a\>\n          \u003c/div\> \n    \n    \n    \u003cdiv\>\n                \u003ca href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/GEHSH_Net/messages;_ylc\u003dX3oDMTJmc2Z2bjlzBF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzE2Nzc0MTI0BGdycHNwSWQDMjEzNzExMjU3MgRzZWMDZnRyBHNsawNtc2dzBHN0aW1lAzExOTY5MzkwMTk-\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>",1] );  //--></script></font></span></p>
<p><span style="font-size: 11pt"><font color="#000000">“Entusiasmo e energia são amigos muito úteis neste mundo. Você já deve ter notado como se sente espontaneamente atraído por pessoas entusiasmadas. Quando alguém está cheio de exuberância e vigor, você quer ficar perto dele.”</font></span></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/12/06/o-entusiasmo/">O Entusiasmo</a></p>

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		<title>A Verdade</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 20:59:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[santo agostinho]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>

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&#8220;Não vá para fora, volte-se para si mesmo, no interior do homem habita a verdade.&#8221; Santo Agostinho Post from: Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo GuerraA Verdade Tweet<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/21/a-verdade/">A Verdade</a></p>
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<p><font color="#000000" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&#8220;Não vá para fora, volte-se para si mesmo, no interior do homem habita a verdade.&#8221;</font></p>
<p><font color="#000000" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santo Agostinho</font></p>
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		<title>UMA ESCUTA ATENTA DA DEPRESSÃO</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Nov 2007 13:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/16/uma-escuta-atenta-da-depressao/"></g:plusone></div>
&#160; &#160; Uma tarde com James Hillman por John Söderlund &#160; Esta entrevista foi traduzida mediante autorização de seu autor. O original em inglês pode ser acessado em newtherapist.com/hillman8.html. &#160; “Não, 90 por cento do tempo eu não permito que &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/16/uma-escuta-atenta-da-depressao/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/16/uma-escuta-atenta-da-depressao/">UMA ESCUTA ATENTA DA DEPRESSÃO</a></p>
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<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">&nbsp;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">&nbsp;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0.49cm" align="center"><font face="Arial, sans-serif"><font style="font-size: 13pt" size="4"><em><strong>Uma tarde com James Hillman</strong></em></font></font></p>
<p style="margin: 0.49cm 1.27cm" align="right"> <font face="Arial, sans-serif"><em><strong>por John Söderlund</strong></em></font></p>
<p style="margin: 0.49cm 1.27cm; text-align: center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/depression1.jpg" title="depression1.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/depression1.jpg" alt="depression1.jpg" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">&nbsp;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm"><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">Esta entrevista foi traduzida mediante autorização de seu autor. O original em inglês pode ser acessado em </font></font><font color="#0000ff"><u><a href="http://newtherapist.com/hillman8.html" target="_blank"><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">newtherapist.com/hillman8.html</font></font></a></u></font><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">.</font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">&nbsp;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm">“<font face="Arial, sans-serif"><font size="2">Não, 90 por cento do tempo eu não permito que as pessoas me fotografem,” responde James Hillman bruscamente.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Será que isto poderia ser p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> dos 10 por cento,” eu me arrisco, dando um sorriso na direção do homem de aparência comum sentado na ponta de sua cadeira atrás da mesa, posicionada no centro do palco.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Não, definitivamente não,” ele responde, bufando e desviando o olhar antes que o meu sorriso pudesse intervir para suavizar a pancada.<br />
Eu me viro rapidamente, constrangido e furioso pela sensação de ter tomado um fora brutal, e sumo no meio dos dois mil ou mais membros da platéia que esperavam ansiosamente pelo discurso de Hillman.<br />
Este é o piece de resistance no menu junguiano da Conferência Evolution of Psychotherapy de 2000, uma reunião de gurus da <a href="/category/psicoterapia/" title="View all posts filed under psicoterapia">psicoterapia</a> e alguns milhares de clientes bajuladores que vão beber até a última gota das palavras de seus “mestres”.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Quem ele pensa que é,” eu resmungo para mim mesmo silenciosamente enquanto me sento no fundo do auditório e espero sua fala.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“A psicologia junguiana diz respeito, acima de tudo, à atitude,” ele começa. “Logo, o trabalho todo está em compreender esta atitude em direção à psique, ou à alma. A questão é: ‘O que é que a psique está fazendo ao apresentar o paciente com uma depressão?’”</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">Este é o Hillman clássico, brincando com o controverso e escorregadio tema da alma, com o qual mereceu um pouco de atenção recente no seu livro O Código do Ser. Escute relaxadamente e é atraente e empolgante. Preste muita atenção e ele apresenta mais buracos do que um queijo suíço, eu penso, ainda ferido.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Ao invés de ver a depressão como uma disfunção, ela é um fenômeno funcional. Paralisa-te, acalma-te, deixa-te terrivelmente infeliz. Então você sabe que ela funciona,” explica Hillman, falando devagar e deliberadamente o bastante para um texto escrito à mão, transcrito palavra por palavra.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">Você está fazendo uma ligação causal entre a epidemia da depressão no final do século XX e o estilo de vida que adotamos nas nações industriais do primeiro mundo, eu penso junto com algumas outras centenas de terapeutas extasiados?</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Se a história é meramente a repetição de uma estória, então não é necessariamente causal. Na visão de Jung, a causalidade é algo mais formal,” ele contra-ataca intuitivamente, desviando-se de um entendimento claro de onde está indo.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">A consciência é “unilateral” na psicologia de Jung. Esta visão unilateral que retemos do mundo é complicada com a chegada de “outras p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>s”, continua Hillman, “aquelas deixadas do lado de fora da sala principal, que entram pela porta dos fundos.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">E o que entrou, passou despercebido pela consciência, não está lá com a intenção criminosa típica de quem entra pela porta dos fundos, mas veio para perturbar o programa unilateral que a consciência tinha a intenção de perseguir. Este intruso é um agente de mudança a serviço da busca de sentido que vai além do sentido que a consciência pode nos oferecer, eu penso, enquanto Hillman dá uma pausa, permitindo aos seus ouvintes posicionar as peças desconectadas do quebra-cabeça em seus lugares corretos sem nenhuma peça de conexão. Mas as p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>s que faltam são facilmente posicionadas por sua platéia atenta, absorvendo-as.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Os fatos acima mencionados são a essência da atitude junguiana para o que vem à tona na sua vida e na de seus pacientes,” resume.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">A epidemia da depressão</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">Os jornais nos dizem que há muito mais depressão à nossa volta do que imaginamos, que ela é endêmica em nossa cultura, a maior reclamação apresentada na prática médica, nos diz Hillman novamente, resumindo alguns anos de estatísticas e projeções de saúde mental superficiais.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Temos que fazer alguma coisa sobre a depressão!” ele diz, imitando provocativamente a principal resposta psiquiátrica aos pacientes que apresentam sintomas de depressão.<br />
É claro, eu penso, relembrando algumas projeções recentes que acreditam que a depressão irá defasar a força de trabalho nas próximas duas décadas.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">Um dos principais critérios diagnósticos para a depressão, aponta Hillman, é se sentir deprimido a maior p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> do dia, praticamente todos os dias, durante duas semanas pelo menos.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“È o mesmo que colocar uma doença crônica na categoria de uma doença [?] aguda. Temos que perceber a natureza maníaca daquele diagnóstico, de que qualquer coisa que dure mais do que duas semanas em nossa cultura é longo demais”, ele diz.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Esta é uma situação totalmente maníaca. Eu tenho que falar continuamente com vocês para vocês não se entediarem,” ele grita para a platéia. “Eu fico em frente ao meu fax, dou-lhe umas pancadas e digo: ‘Por que demora tanto para estas malditas coisas passarem?’” Soltamos uma gargalhada enquanto duas outras peças do quebra-cabeça de Hillman se encaixam.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">O que a maioria dos americanos reclama é de não ter tempo suficiente nem sono suficiente. Maníacos não precisam dormir nem comer. Podemos nos sentar durante o dia inteiro na frente do computador, despenteados, nus como um doente em uma ala isolada do hospital. Então, onde é que a depressão, a lentidão, se encaixam? Como é que Saturno entra, a não ser forçando sua entrada?<br />
A economia da depressão</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">O custo direto da depressão responde por apenas uma pequena p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> das despesas médicas médias de uma pessoa, ele continua, mas nossa oposição frenética à depressão e o que isto representa tem uma grande semelhança em nossos temores econômicos dominantes hoje em dia.<br />
Falamos de uma depressão econômica. Nos preocupamos com a crise de energia em termos econômicos e com a inibição da vontade em nossos pacientes. Ponderamos sobre a ameaça da poluição mundial enquanto nossos pacientes depressivos ruminam sobre suas fantasias de que seu interior está se tornando negro, de que estão sendo envenenados. Tememos o desemprego e a característica dominante dos indivíduos depressivos é que eles não conseguem levantar para ir trabalhar, aponta Hillman.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">Duas vezes mais mulheres do que homens de todos os grupos raciais estão propensos a sofrer de depressão, ele continua.<br />
“A cultura maníaca é fundamentalmente uma cultura da testosterona. Isto começou no século XIX, as mulheres eram as portadoras de uma enorme quantidade de sintomas, que elas apresentavam aos médicos”.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Hoje em dia esta depressão ultrapassou os limites que tinha no começo da psiquiatria. Está na juventude, nas <a href="/category/crianca/" title="View all posts filed under criança">criança</a>s, e o termo é usado muito amplamente. Mas é muito importante se voltar para que tipo de experiência aquela pessoa (que sofre de depressão) está passando.”</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Na prática, as pessoas dizerem que estão deprimidas é insuficiente, não é o bastante. Eu quero saber o que, onde, como, quais são os correlatos físicos, o que você come, o que acontece quando você está naquela cadeira e quando você se levanta da cadeira. Quero saber um monte de coisas sobre seu corpo.”</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">É saber o que aquela experiência depressiva está lhe dizendo como clínico, eu penso, se distanciando do diagnóstico e chegando ao âmago da experiência. Eu divago momentaneamente e penso a respeito do horário maníaco que mantenho há tanto tempo, relembrando como me sinto quando diminuo a velocidade por um minuto. Sinto-me bem por perceber o momento, eu penso, enquanto volto para a lista dos correlatos depressivos de Hillman.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Cabelos secos, respiração curta, suspiros freqüentes, um tom diminuído ou nulo para tudo, sonolência e semblante sofrido, com uma seriedade diferente da ansiedade. Isto é muito importante. Tudo parece tão pesado, opressivo. Os romanos a chamavam gravitas, ela pertence a Saturno,” ele continua.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Em seu treinamento você provavelmente escutou que a depressão é pior durante a manhã. Porque é que a depressão é pior durante a manhã? O que é que isto diz a respeito do dia no qual você está entrando? Será que é porque não tem um tom menor na música que tocam no rádio de manhã, porque você tem que acompanhar o nascer do sol? Temos que encontrar algum sentido nas coisas que observamos.”<br />
Então, qual é o sentido que você encontra nisso, eu penso, ficando um pouco impaciente com o ritmo no qual ele está se movendo. Novamente, quase intuitivamente, Hillman sugere um intervalo e, na volta, liga um vídeo para passar um documentário britânico, entitulado “Kind of Blue”. Hillman é um dos primeiros entrevistados do documentário.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Uma das coisas que você não quer ser é interrompido,” ele diz, agora com 6 metros de altura e em cores extremamente nítidas na tela, um vulto aparecendo gradualmente para a platéia.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Você pode continuar, continuar, continuar na base de café e estimulantes. Quando você assiste os heróis na TV eles nunca se cansam. (Mas) a lentidão é básica para a noção de melancolia desde a sua primeira origem. A mania é com frequência descrita na psiquiatria como a ausência de tristeza. Perda significa perder o que se foi. Nós queremos mudar mas não queremos perder. Sem tempo para a perda não temos tempo para a alma,” ele diz retornando ao ponto.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“A melancolia nos leva a um lugar onde podemos ver mais claramente as essências da vida,” diz Jules Cashford, um escritor, ao entrevistador.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">A alma conhece o caos da cultura em que vivemos. De alguma forma, se você não está de luto, você está desconectado do mundo. Então, a depressão subjacente é uma adaptação à condição obscura do mundo, explica Hillman. Toda vez que alguém cai em depressão todo mundo vem ressuscitá-lo, e temos as drogas e a terapia convulsiva para tratá-lo. Na vida comum, apenas nos levantamos e nos movemos novamente para evitar a depressão, ele continua.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">O filme acaba, Hillman encolhe novamente ao seu tamanho normal e retoma a fala ao vivo. “Este filme foi considerado muito lento para a platéia americana, conseqüentemente, foi rejeitado pela PBS. Este filme pode ser p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> da evolução da <a href="/category/psicoterapia/" title="View all posts filed under psicoterapia">psicoterapia</a>,” ele graceja, convidando o público às perguntas.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">Um membro da platéia profere timidamente que ele luta para reconciliar o humanista existencial com o cientista nele mesmo quando se depara com um cliente deprimido. Será que eu ataco a depressão de uma maneira hábil ou me sento com as questões existenciais desconfortáveis que a depressão levanta?</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">A questão aborrece o Hillman impressionista: “Eu sugiro que você se sente com seu humanista existencial e seu cientista e que vocês três tentem chegar a uma conclusão,” ele retruca. O questionador se encolhe de volta em seu assento.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Isto não é instrumentalismo, não é uma técnica que estou ensinando para vocês usarem. Vocês não vão persistir na esperança. Vocês vão manter a fé, e um dos caminhos da terapia que parecem mais úteis não é que você faça alguma coisa, mas que você mantenha o contato. Você é um acompanhante crônico, consistente, ao invés de ser um terapeuta que faz alguma coisa contra o problema,” ele diz.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“O que acontece é que você se torna ativado pelo silêncio ou a caída. Contra a paralisia existem os métodos super ativos de tratamento. A terapia eletroconvulsiva foi desenvolvida por um italiano que também desenvolveu fusíveis para aeronaves,” ele diz como que contando um segredo. “Na história do tratamento da depressão, havia o dunking stool (técnica de tortura onde se afogava a vítima), a purgação da bílis negra do intestino, tentativas de chocar o paciente. Todas estas tentativas representam o ódio ou a agressão contra o que a depressão representa no paciente.”</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">Mas Hillman não censura o tratamento du jour para a depressão &#8211; psicofarmacologia.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Não existem razões para não tirarmos vantagem das medicações. O importante é a sua atitude perante isto, como você mantém aquele demônio em seu lugar para que não tome conta de você.” O truque, ele reitera, é manter o foco no que o paciente está sentindo, pensando, e imaginando.</font></font></p>
<p><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">“Não tenho a intenção de achar maneiras de acabar com a depressão. A depressão traz a lentidão, um movimento contrário à mania, intimidade. Ela abre a porta a algum tipo de beleza. Logo, parece haver algo lá dentro além da forma como você, o ego, enxerga,” ele conclui, completando uma imagem tosca e impressionista de um dos mais valiosos iconoclastas do mundo, que é muito mais valiosa do que aquela que pode ter sido apreendida pela minha câmera.</font></font></p>
<p style="margin-bottom: 0cm"><font face="Arial Unicode MS, sans-serif"><font face="Arial, sans-serif"><font size="2">Tradução de Gustavo Gerhein</font></font> </font></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/16/uma-escuta-atenta-da-depressao/">UMA ESCUTA ATENTA DA DEPRESSÃO</a></p>

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		<title>O Culto ao Corpo Segundo Jung</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/14/o-culto-ao-corpo-segundo-jung/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Nov 2007 19:30:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[psicoterapia]]></category>
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		<category><![CDATA[narcisismo]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/14/o-culto-ao-corpo-segundo-jung/"></g:plusone></div>
&#8220;Não obstante, devo culpar-me de certa parcialidade, pois omiti o espírito do nosso tempo sobre o qual a maioria das pessoas se manifesta, pois é coisa evidente a qualquer um. Mostra-se através do ideal internacional ou supranacional, que toma corpo &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/14/o-culto-ao-corpo-segundo-jung/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/14/o-culto-ao-corpo-segundo-jung/">O Culto ao Corpo Segundo Jung</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/14/o-culto-ao-corpo-segundo-jung/"></g:plusone></div>
<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/10waterhouse.jpg" title="10waterhouse.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/10waterhouse.jpg" alt="10waterhouse.jpg" /></a></p>
<p><font size="2"><span style="font-style: italic"> &#8220;Não obstante, devo culpar-me de certa parcialidade, pois omiti o espírito do  nosso tempo sobre o qual a maioria das pessoas se manifesta, pois é coisa  evidente a qualquer um. Mostra-se através do ideal internacional ou  supranacional, que toma corpo na Liga das Nações e em organizações análogas, bem  como no esporte e, finalmente &#8211; o que é significativo &#8211; no cinema e no jazz.  São sintomas bem característicos do nosso tempo, que estenderam o ideal  humanístico ao próprio corpo. <span style="text-decoration: underline; font-weight: bold">O esporte valoriza extraordinariamente o  corpo, tendência que se acentua ainda mais na dança moderna.</span> O cinema, como  também o romance policial, tornam-nos capazes de viver sem perigo todas as  nossas excitações, fantasias e paixões que tinham que ser reprimidas numa época  humanística. <span style="text-decoration: underline; font-weight: bold">Não é difícil perceber a relação desses sintomas com a situação  psíquica. O fascínio da psique nada mais é que uma nova auto-reflexão, uma  reflexão que se volta sobre nossa natureza humana fundamental. Por que  estranhar então se esse corpo, por tanto tempo subestimado em relação ao  espírito, tenha sido novamente descoberto? Somos quase tentados a falar de uma  vingança da carne contra o espírito </span>. Quando KEYSERLING denuncia  sarcasticamente o chofer como o herói da cultura moderna, sua observação tem um  fundo de verdade. O corpo exige igualdade de direitos. Ele exerce o mesmo  fascínio que a psique. <span style="text-decoration: underline; font-weight: bold"> Se ainda estivermos imbuídos da antiga concepção de  oposição entre espírito e matéria, isto significa um estado de divisão e de  intolerável contradição. Mas se, ao contrário, formos capazes de reconciliar-nos  com o mistério de que o espírito é a vida do corpo, vista de dentro, e o corpo é  a revelação exterior da vida do espírito, se pudermos compreender que formam uma  unidade e não uma dualidade, também compreenderemos que a tentativa de  ultrapassar o atual grau de consciência, através do inconsciente, leva ao corpo  e, inversamente, que o reconhecimento do corpo não tolera uma filosofia que o  negue em benefício de um puro espírito. <script><!-- D(["mb","\u003c/span\> Essa acentuação das exigências físicas e  corporais, incomparavelmente mais forte do que no passado, apesar de parecer  sintoma de decadência, pode significar um rejuvenescimento, pois, segundo  HÖLDERLIN: &#39;Onde há perigo,surge  também a salvação&#39;. \n\u003c/span\>\u003c/font\>\u003cbr\>  \u003cbr\>JUNG, Carl Gustav. \u003cspan style\u003d\"text-decoration:underline;font-style:italic\"\>Civilização em transição\u003c/span\>. Tradução de Lúcia Mathilde  Endlich Orth. Petrópolis: Vozes, 1993, parágrafo 195, capítulo IV, volume X/3 das Obras Completas.\n\u003cbr\>\u003cbr\>\n-- \u003cbr\>Sabina Vanderlei\u003cbr\>Orkut Profile: \u003ca href\u003d\"http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid\u003d11381718799068573444\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>http://www.orkut.com/Profile\u003cWBR\>.aspx?uid\u003d11381718799068573444\n\u003c/a\>\u003cbr\>Boletim Psi-cológica: \u003ca href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/Psi-cologica/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>\nhttp://br.groups.yahoo.com\u003cWBR\>/group/Psi-cologica/\u003c/a\>\u003cbr\>HD Virtual: \u003ca href\u003d\"http://www.4shared.com/dir/2552807/29d129f9/sharing.html\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>http://www.4shared.com/dir\u003cWBR\>/2552807/29d129f9/sharing.html\n\u003c/a\>\u003cbr\>--\u003cbr\>&quot;Quem olha para fora sonha,\n\u003cbr\>quem olha para dentro acorda.&quot;\u003cbr\>(Carl Gustav Jung)\u003cbr\> \n\u003c/p\>\n    \u003c/div\>  \n\n    \n    \u003cspan width\u003d\"1\" style\u003d\"color:white\"\>__._,_.___\u003c/span\>\n    \n    \u003cdiv\>\n              \u003cspan\>\n          \u003ca href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/Psi-cologica/message/1550;_ylc\u003dX3oDMTM1bGJzamluBF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzExNDAyMjE0BGdycHNwSWQDMjEzNzExNDI1MgRtc2dJZAMxNTUwBHNlYwNmdHIEc2xrA3Z0cGMEc3RpbWUDMTE5NTA1ODIzMAR0cGNJZAMxNTUw\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>\n            Mensagens neste tópico          \u003c/a\> (\u003cspan\>1\u003c/span\>)\n        \u003c/span\>\n        \u003ca href\u003d\"http://br.groups.yahoo.com/group/Psi-cologica/post;_ylc\u003dX3oDMTJxcmtkaDRzBF9TAzk3NDkwNDM3BGdycElkAzExNDAyMjE0BGdycHNwSWQDMjEzNzExNDI1MgRtc2dJZAMxNTUwBHNlYwNmdHIEc2xrA3JwbHkEc3RpbWUDMTE5NTA1ODIzMA--?act\u003dreply&amp;messageNum\u003d1550\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\>",1] );  //--></script></span> Essa acentuação das exigências físicas e  corporais, incomparavelmente mais forte do que no passado, apesar de parecer  sintoma de decadência, pode significar um rejuvenescimento, pois, segundo  HÖLDERLIN: &#8216;Onde há perigo,surge  também a salvação&#8217;. </span></font></p>
<p>JUNG, Carl Gustav. <span style="text-decoration: underline; font-style: italic">Civilização em transição</span>. Tradução de Lúcia Mathilde  Endlich Orth. Petrópolis: Vozes, 1993, parágrafo 195, capítulo IV, volume X/3 das Obras Completas.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/14/o-culto-ao-corpo-segundo-jung/">O Culto ao Corpo Segundo Jung</a></p>

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		<title>Entrevista com a Dra. Gudrun Burkhard</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Nov 2007 20:03:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/"></g:plusone></div>
(Entrevista publicada no jornal Folha de São Paulo, suplemento Equilíbrio, em 25/1/01) Quem é ela Nome: Gudrun Burkhard. Idade: 71 anos. Profissão: Médica antroposófica, clínica-geral e terapeuta biográfica. O que faz: Dá cursos de biografia humana para terapeutas e médicos &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/">Entrevista com a Dra. Gudrun Burkhard</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/"></g:plusone></div>
<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/gudrun.jpg" title="gudrun.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/gudrun.jpg" alt="gudrun.jpg" /></a></p>
<p>(Entrevista publicada no jornal Folha de São Paulo, suplemento Equilíbrio, em 25/1/01)</p>
<p>Quem é ela</p>
<p>Nome: Gudrun Burkhard.<br />
Idade: 71 anos.<br />
Profissão: Médica antroposófica, clínica-geral e terapeuta biográfica.<br />
O que faz: Dá cursos de biografia humana para terapeutas e médicos no Brasil e na Europa.<br />
Filosofia de vida: A cura das doenças só acontece quando o homem consegue mudar seus hábitos e harmonizar os lados intelectual e afetivo.</p>
<p>A idéia de que desequilíbrios da vida cotidiana contribuem para que doenças apareçam e influem na cura já foi incorporada pelo estabelecimento médico. Mas, quando se formou em <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> pela USP em 1954, a médica paulista Gudrun Burkhard teve de ir até a Suiça para estuda e como cabeça e corpo caminham lado a lado na busca pelo bem-estar. De lá para cá, Burkhard virou um dos gurus da <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> antroposófica no Brasil, fundou duas clínicas, escreveu 12 livros e formou dezenas de discípulos. Aos 71 anos, continua reclamando que a <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> clássica não enxerga o homem como um todo e insiste que mudanças de hábito são tão importantes para a cura quanto remédios de última geração. Leia abaixo os principais trechos da entrevista.</p>
<p>Folha – Como você entrou em contato com a Antroposofia?</p>
<p>Gudrum Burkahard – Quando me formei em <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> pela USP, em 1954, achei que precisava completar a formação clássica que havia recebido na faculdade. Nós tínhamos uma visão unilateral das doenças e da cura, sem considerar a individualidade de cada paciente, ignorando que o homem não era só um corpo físico, que ele também sentia, pensava e agia. Pouca gente na época dava importância à influência de fatores psicológicos no desenvolvimento da doença e na busca da cura. Fui, então, para a Suíça, onde havia uma clínica que já trabalhava com <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> antroposófica desde a década de 20. Fiz minha pós-graduação lé e, em seguida, voltei ao Brasil e comecei a atender em consultório particular.</p>
<p>Folha – Quem eram seus pacientes?</p>
<p>Burkhard – Eu atendia basicamente doentes crônicos, com câncer, esclerose múltipla, que não se sentiam satisfeitos com a resposta dada pela <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> clássica. Atuava também como clínica-geral, atendia do bebê ao avô. Em 69, fundei com meu marido a Clínica Tobias, só de <a href="/category/medicina/" title="View all posts filed under medicina">medicina</a> antroposófica. Lá, os pacientes crônicos ficavam semanas internados para revitalização e desintoxicação alimentar. Como o número de pacientes com estresse cresceu muito, abrimos outra clínica em 83, a Artemísia, para atender quem precisava de descanso e revitalização para resgatar a própria vida.</p>
<p>Folha – Como é o trabalho na Artemísia?</p>
<p>Burkhard – Os pacientes vão para lá para fazer o <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a>, que é um processo terapêutico no qual eles revêem seus passos de maneira que possam trilhar melhor o futuro. Também passam por reestruturação alimentar para desintoxicar o corpo e por outras terapias, como massagens e compressas.<br />
Folha- A alimentação é tão importante assim?</p>
<p>Burkhard – As pessoas devem se alimentar de acordo com o estilo de vida que levam, e a dieta deve ser adequada ao trabalho. Não é tão importante quanto você come, mas o que come. Quem faz um trabalho mais intelectual não deve comer frituras nem carnes porque o organismo fica ocupado com a digestão e a cabeça não funciona tão bem. Essas pessoas devem comer grãos integrais e alimentos ricos em vitamina D e fósforo. Já quem trabalha mais com o físico deve adotar uma diética energética, abusar de massas e outros alimentos ricos em hidrato de carbono e com muita vitamina B.</p>
<p>Folha – Maus hábitos no dia-a-dia adoecem alguém?</p>
<p>Burkhard – Claro. Alimentação errada, falta de equilíbrio entre o lado afetivo e o profissional, uma vida cheia de conflitos, tudo isso influencia a saúde física do homem. Os desequilíbrios provocam distúrbios psicossomáticos, que podem resultar em estresse ou até câncer. A doença aparece para alertar que existe um desequilíbrio, e só o uso de remédios não vai resolver o problema. É preciso mudar os hábitos. Só que a maioria das pessoas ainda não se dá conta da importancia de os vários campos da vida estarem em harmonia. Tem gente que desenvolve muito o plano intelectual, mas deixa o sentimental de lado. Essa desarmonia cria espaço para que as doenças apareçam. Para ser saudável, é preciso descobrir se a pessoa obtém realização pessoal no trabalho, nas relações familiares, se ela tem tempo para fazer as coisas de que gosta ou se vive sempre em conflito.</p>
<p>Folha – Se a doença levar a hábitos mais saudáveis, então ela não é de todo ruim…</p>
<p>Burkhard &#8211; A doença é um alerta para mudar o ritmo do dia-a-dia. Fatores psicossomáticos afetam o corpo físico, a doença se manifesta, e a pessoa é forçada a dar uma parada obrigatória. O ideal seria que fizéssemos pequenas paradas espontâneas para ver como está a vida, mas ninguém faz isso. Quem leva uma vida cheia de desarmonia e não pára de vez em quando para corrigir o caminho que está trilhando termina sendo obrigado a parar quando a doença surge. Essa parada pode ser uma grande oportunidade para olhar para trás e ver o que está em desacordo com os desejos da pessoa.</p>
<p>Folha – E como se dá a cura?</p>
<p>Burkhard – O processo de cura começa com a busca do conhecimento interno, que é feito com o <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a>. Também damos aos pacientes a oportunidade de se expressarem pela pintura, modelagem, música. Cada um vai descobrindo aquilo que gosta, o que incomoda. O <a href="/category/biografico/" title="View all posts filed under biográfico">biográfico</a> não é só uma forma de diagnóstico, é um processo altamente terapêutico. O autoconhecimento é fundamental para conseguir bem-estar e saúde. Você precisa conhecer as diversas paisagens por onde já passou para poder redirecionar o futuro adequadamente.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/11/08/entrevista-com-a-dra-gudrun-burkhard/">Entrevista com a Dra. Gudrun Burkhard</a></p>

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		<title>Tecendo o Fio do Destino &#8211; O Curso</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 17:06:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>terapiab</dc:creator>
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&#160; &#160; Tecendo o Fio do Destino &#160; “Destino? Agulha no palheiro onde o homem se procura O tempo inteiro” Lindolfo Bell &#160; Cada um de nós nasce com um destino, não como um livro previamente escrito em que cada &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/24/tecendo-o-fio-do-destino-o-curso/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/24/tecendo-o-fio-do-destino-o-curso/">Tecendo o Fio do Destino &#8211; O Curso</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/24/tecendo-o-fio-do-destino-o-curso/"></g:plusone></div>
<p class="storycontent">&nbsp;</p>
<p class="snap_preview">&nbsp;</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt" align="center"><font face="Antropos"><font size="5">Tecendo o Fio do Destino</font></font></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt" align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/amor_alem_da_vida.jpg" title="amor_alem_da_vida.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/amor_alem_da_vida.jpg" alt="amor_alem_da_vida.jpg" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt" align="left">&nbsp;</p>
<p style="text-align: center"><span style="text-align: center; display: block"></span></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western">“<font size="2">Destino?</font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2">Agulha no palheiro</font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2">onde o homem se procura</font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2">O tempo inteiro”</font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2">	Lindolfo Bell</font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2"> Cada um de nós nasce com um <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>, não como um livro previamente escrito em que cada ato nosso está previsto, mas como uma missão a nós confiada. Isto faz com que a vida tenha um sentido e, muitas vezes, sofremos com angústia ou depressão por não percebê-lo claramente. Os fatos de nossas vidas estão aí para que encontremos o Fio do Destino que, junto com o nosso livre arbítrio, tece os acontecimentos tanto no nosso mundo interior quanto na nossa vida nas <a href="/category/comunidade/" title="View all posts filed under comunidade">comunidade</a>s em que vivemos. </font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2"> Este curso tem o objetivo de buscar o fio do <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> de cada um, desembaraçá-lo, tecê-lo de forma diferente, mais confortável, mais de acordo com o sentido que queremos dar para nossas vidas. Para isso trabalharemos com fatos de nossas próprias vidas. Este trabalho será feito com palavras e <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>, como aquarela, modelagem em argila, <a href="/category/tear/" title="View all posts filed under tear">tear</a>, desenho, contos de fadas, vídeos, teatro, etc. Ninguém precisa ser artista para participar, é claro. </font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2"> Muitas das questões que nos colocamos hoje são percebidas de modo diferente quando as situamos no contexto mais amplo da vida toda. A troca de experiências de vida num grupo é enriquecedora e suaviza os sentimentos ligados a essas experiências. </font></p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western">&nbsp;</p>
<p style="margin-bottom: 0pt" class="western"><font size="2"> O curso será coordenado por Marcelo Guerra, Médico Homeopata, Terapeuta Biográfico em formação. Terá a duração de 10 encontros mensais e será realizado no Instituto Gaia, à Rua Almirante Alexandrino, 2495A, Santa Teresa, Rio de Janeiro. O primeiro encontro será em 24 de novembro de 2007, de 8:30h às 17h. O investimento para cada módulo será de R$80,00 (já incluído o material). As vagas são limitadas. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone <span class="skype_tb_injection"><span class="skype_tb_injection_left"><span style="background-image: url('//skype_ff_toolbar_win/content/cb_normal_m.gif')" class="skype_tb_injection_left_img"><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /></span></span><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><span class="skype_tb_injection_right"><span style="background-image: url('//skype_ff_toolbar_win/content/cb_normal_m.gif')" class="skype_tb_innerText"><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" /><img src="http://skype_ff_toolbar_win/content/space.gif" style="margin: 0pt; padding: 0pt; height: 1px; width: 1px" class="skype_tb_img_space" height="1" width="1" />(22) 9254-4866</span></span></span> ou pelo e-mail <a href="https://mail.google.com/mail?view=cm&amp;tf=0&amp;to=%20%3Cscript%20language=%27JavaScript%27%20type=%27text/javascript%27%3E%20%3C%21--%20var%20prefix%20=%20%27ma%27%20+%20%27il%27%20+%20%27to%27;%20var%20path%20=%20%27hr%27%20+%20%27ef%27%20+%20%27=%27;%20var%20addy38961%20=%20%27marceloguerra%27%20+%20%27@%27;%20addy38961%20=%20addy38961%20+%20%27gmail%27%20+%20%27.%27%20+%20%27com%27;%20document.write%28%20%27%3Ca%20%27%20+%20path%20+%20%27%5C%27%27%20+%20prefix%20+%20%27:%27%20+%20addy38961%20+%20%27%5C%27%3E%27%20%29;%20document.write%28%20addy38961%20%29;%20document.write%28%20%27%3C%5C/a%3E%27%20%29;%20//--%3E%5Cn%20%3C/script%3E%3Cscript%20language=%27JavaScript%27%20type=%27text/javascript%27%3E%20%3C%21--%20document.write%28%20%27%3Cspan%20style=%5C%27display:%20none;%5C%27%3E%27%20%29;%20//--%3E%20%3C/script%3EEste%20endere%C3%A7o%20de%20e-mail%20est%C3%A1%20sendo%20protegido%20de%20spam,%20voc%C3%AA%20precisa%20de%20Javascript%20habilitado%20para%20v%C3%AA-lo%20%3Cscript%20language=%27JavaScript%27%20type=%27text/javascript%27%3E%20%3C%21--%20document.write%28%20%27%3C/%27%20%29;%20document.write%28%20%27span%3E%27%20%29;%20//--%3E%20%3C/script%3E">  <script language="JavaScript" type="text/javascript">  <!--  var prefix = \'&#109;a\' + \'i&#108;\' + \'&#116;o\';  var path = \'hr\' + \'ef\' + \'=\';  var addy74635 = \'m&#97;rc&#101;l&#111;g&#117;&#101;rr&#97;\' + \'&#64;\';  addy74635 = addy74635 + \'t&#101;r&#97;p&#105;&#97;b&#105;&#111;gr&#97;f&#105;c&#97;\' + \'&#46;\' + \'c&#111;m\' + \'&#46;\' + \'br\';  document.write( \'<a \' + path + \'\'\' + prefix + \':\' + addy74635 + \'\'>\' );  document.write( addy74635 );  document.write( \'<\/a>\' );  //-->\n </script></a><a href="https://mail.google.com/mail?view=cm&amp;tf=0&amp;to=marceloguerra@terapiabiografica.com.br" target="_blank">marceloguerra@terapiabiografica.com.br</a><script language="JavaScript" type="text/javascript">  <!--  document.write( \\'<span style=\\\'display: none;\\\'>\\' );  //-->  </script><span style="display: none">Este endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo  <script language="JavaScript" type="text/javascript">  <!--  document.write( \\'</\\' );  document.write( \\'span>\\' );  //-->  </script></span></font></p>
<p style="text-indent: 1.27cm; margin-top: 0.21cm; margin-bottom: 0pt; line-height: 0.6cm; widows: 2; orphans: 2" class="western" align="justify">&nbsp;</p>
<p style="text-indent: 1.27cm; margin-top: 0.21cm; margin-bottom: 0pt; line-height: 0.6cm; widows: 2; orphans: 2" class="western" align="justify"> <em><font size="2">Cada um hospeda dentro de si uma águia. Sente-se portador de um projeto infinito. Quer romper os limites apertados de seu arranjo existencial. Há movimentos na política, na educação e no processo de mundialização que pretendem reduzir-nos a simples galinhas, confinadas aos limites do terreiro. Como vamos dar asas à águia, ganhar altura, integrar também a galinha e sermos heróis de nossa própria saga</font></em><font size="2">? (L</font><font size="3">eonardo Boff)</font></p>
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		<title>Supere-se</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Oct 2007 11:17:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/24/supere-se/"></g:plusone></div>
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<p><object width="425" height="355"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8M-DzaP-AMA&#038;rel=1"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8M-DzaP-AMA&#038;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"></embed></object></p>
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		<title>O Sentido da Vida</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Oct 2007 15:56:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/20/o-sentido-da-vida/"></g:plusone></div>
O sentido da vida apresenta-se de duas formas, uma mais imediata e uma mais transcendental, e ele manifesta-se pela vocação, que é uma palavra derivada da palavra “voz”. A vocação, portanto, é um chamado para uma tarefa a ser realizada &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/20/o-sentido-da-vida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/20/o-sentido-da-vida/">O Sentido da Vida</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/20/o-sentido-da-vida/"></g:plusone></div>
<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/jbridges4.jpg" title="jbridges4.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/jbridges4.jpg" alt="jbridges4.jpg" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm" align="left">O <a href="/category/sentido-da-vida/" title="View all posts filed under sentido da vida">sentido da vida</a> apresenta-se de duas formas, uma mais imediata e uma mais transcendental, e ele manifesta-se pela vocação, que é uma palavra derivada da palavra “voz”. A vocação, portanto, é um chamado para uma tarefa a ser realizada no presente, mas que aponta para o futuro.</p>
<p class="western" align="left">	Em determinados momentos da vida, ouvimos internamente um chamado, assim como nos contos de fadas e nos mitos. Como reagimos ao chamado? Nos lançamos à aventura de viver o <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a> que trazemos impresso em nosso eu interior ou fingimos que não o ouvimos e, com medo do desconhecido, nos fechamos em padrões de <a href="/category/comportamento/" title="View all posts filed under comportamento">comportamento</a> aos quais já nos habituamos, mesmo que não sejam agradáveis, mas pelo menos já estamos acostumados a eles?</p>
<p class="western" align="left">	A filosofia e a ciência, desde o início da Renascença têm se esforçado para fazer crer que não existe um sentido transcendental para o ser humano. Provavelmente como reação aos abusos cometidos na Idade Média em nome de Deus, cujo nome foi usado para justificar toda sorte de explorações e absurdos.</p>
<p class="western" align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/manmachine.jpg" title="manmachine.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/manmachine.jpg" alt="manmachine.jpg" /></a></p>
<p class="western" align="left">	O rápido desenvolvimento tecnológico que começou no século XX nos faz sentirmo-nos p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de uma engrenagem, que funciona por si mesma e que não possui um sentido transcendente. Qual a conseqüência disso? A depressão, a superficialidade das relações, o vazio existencial. Afinal, se eu sou apenas uma p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a> de um mecanismo, eu posso ser substituído sem prejuízos para tal mecanismo. É para isto que eu sirvo? O ser humano enquanto indivíduo, enquanto ser único, imbuído de uma missão de vida, imbuído de qualidades únicas, ficou relegado a um segundo plano, talvez terceiro ou quarto.</p>
<p class="western" align="left">	E, no entanto, o ser humano sofre! Sofre por não perceber o sentido maior de sua vida. O resgate deste sentido, desta missão, deste <a href="/category/destino/" title="View all posts filed under destino">destino</a>, é hoje prioridade para o homem, para que possa alcançar maior realização em sua vida e levar felicidade e realização à vida dos outros.</p>
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		<title>A Individuação segundo Goethe</title>
		<link>http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/19/a-individuacao-segundo-goethe/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Oct 2007 23:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
				<category><![CDATA[antroposofia]]></category>
		<category><![CDATA[autodesenvolvimento]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[sentido da vida]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/19/a-individuacao-segundo-goethe/"></g:plusone></div>
&#8220;Quem sou eu? O que eu fiz? Eu recolhi tudo aquilo que observei e aprendi. Minhas obras foram alimentadas por uma multidão de individuos diversos, de ignorantes e sábios, de sagazes e tolos. Infância, idade madura e velhice &#8211; todas &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/19/a-individuacao-segundo-goethe/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/19/a-individuacao-segundo-goethe/">A Individuação segundo Goethe</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/19/a-individuacao-segundo-goethe/"></g:plusone></div>
<p align="center"><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/goethe.jpg" title="goethe.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/goethe.jpg" alt="goethe.jpg" /></a></p>
<p><font size="4">&#8220;Quem sou eu? O que eu fiz? Eu recolhi tudo aquilo que observei e aprendi. Minhas obras foram alimentadas por uma multidão de individuos diversos, de ignorantes e sábios, de sagazes e tolos. Infância, idade madura e velhice &#8211; todas vieram me oferecer seus pensamentos, seus poderes, sua maneira de ser. Muitas vezes recolhi aquilo que outros semearam. Minha obra é a de um ser coletivo e leva o nome de Goethe.&#8221; </font></p>
<p>(17 de Fevereiro de 1832)</p>
<p>&#8220;Conversações com Goethe&#8221; by Johann Peter Eckermann.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/19/a-individuacao-segundo-goethe/">A Individuação segundo Goethe</a></p>

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		<title>Mente Mais Leve com Tricô</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Oct 2007 16:22:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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Nos EUA, tricô ajuda os adolescentes ansiosos. E no Brasil, a meditação é estudada contra hipertensão e depressão Lena Castellón Um ponto aqui, outro ali. Olhos grudados nos movimentos das mãos, mas ouvidos atentos ao que dizem em torno. O &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/17/mente-mais-leve-com-trico/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/17/mente-mais-leve-com-trico/">Mente Mais Leve com Tricô</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/17/mente-mais-leve-com-trico/"></g:plusone></div>
<table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" width="100%">
<tr>
<td>
<p align="center"><img src="http://www.terra.com.br/istoe/1867/fotos/terapia_01.jpg" height="168" width="230" /></p>
<p>Nos EUA, <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a> ajuda os<br />
adolescentes ansiosos. E no<br />
Brasil, a meditação é estudada<br />
contra hipertensão e depressão</td>
</tr>
<tr>
<td><img src="http://www.terra.com.br/istoe/imagens/1px_invisivel.gif" height="5" width="1" /></td>
</tr>
<tr>
<td class="preto_peq">Lena Castellón</td>
</tr>
</table>
<p>Um ponto aqui, outro ali. Olhos grudados nos movimentos das mãos, mas ouvidos atentos ao que dizem em torno. O professor fala e os estudantes tricotam. Parece estranho, mas é assim que alguns alunos do Manhattan Center for Science and Mathematics, dos Estados Unidos, têm assistido aulas. A direção acredita que permitir a prática na sala não é prejudicial. Pelo contrário, ajudaria a aprimorar a concentração. Em declaração dada recentemente ao jornal inglês <em>The Times</em>, uma assistente do diretor não apenas garantiu isso como acrescentou que os jovens também trabalham com papel e caneta. O curioso é que essa não é a única instituição americana a liberar o hobby em suas dependências. A atividade, tão comum às nossas avós, virou mania nos EUA e no Reino Unido. A moda floresceu há cerca de dois anos, gerou clubes de <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a> nas escolas e invadiu a internet, com sites e blogs sobre o tema.</p>
<p>A mania cresceu tão rapidamente que foi lançado um livro para quem deseja aderir ao <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>sanato manual. Teen Knitting Club – das experientes tricoteiras americanas Jennifer Wenger, Carol Abrams e Maureen Lasher – traz dicas para que garotas e garotos (sim, eles também tricotam) produzam suas peças. “Tenho cinco mil clientes. Deles, 15% são adolescentes. E o interesse cresce”, conta Jennifer, que ensina a tricotar. Nas entrevistas feitas pelas autoras para entender as razões que levaram a moçada a incorporar o hábito, os jovens disseram que o <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a> diminui a ansiedade e o stress. De fato, <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>sanato e trabalhos artísticos funcionam como métodos relaxantes. Além disso, o <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a> exige atenção para que tudo saia direito. Ansiosos exercitariam a paciência e treinariam a capacidade de se focar em um objeto. Estressados encontrariam uma válvula de escape para a tensão. A beleza das peças ajudaria o tricoteiro a descobrir que pode produzir algo bonito, melhorando a auto-estima.</p>
<p><strong>Complemento –</strong> No Brasil, o <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a> também pode ser uma alternativa contra esses distúrbios. A jornalista Paula Camila, 21 anos, de Juiz de Fora (MG), recebeu de amigos a sugestão de fazer um trabalho manual para lidar com a ansiedade. Ela escolheu o <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a>. “Melhorei bastante. Levo meu kit quando estou longe de casa”, revela. Em maio, numa viagem com o noivo, o programador de web Gabriel Barbosa, 23 anos, carregou consigo agulhas e novelos. “O <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a> é tão terapêutico que ensinei meu noivo a fazer. Ele adorou. Diz que o tempo passa rápido”, comenta.</p>
<p>Na verdade, trabalhos manuais e artísticos como a pintura têm funcionado cada vez mais como complementos aos tratamentos da ansiedade e da depressão. São estratégias não medicamentosas que acalmam a mente. Pelo mesmo motivo, a meditação ganha espaço. “Ela controla o tráfego de pensamentos. É um momento de conscientização do que a pessoa é. Se é alguém calmo e está com raiva, cria meios de lembrar seu estado natural”, afirma Luciana Ferraz, da organização Brahma Kumaris no Brasil (entidade que oferece cursos de meditação e qualidade de vida em 86 países).</p>
<p>Os efeitos da meditação no controle de patologias da mente são alvo de estudo em várias p<a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>s do mundo. No Brasil, um desses centros é a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A psicóloga Márcia Marchiori, por exemplo, desenvolve tese para analisar o impacto da meditação em idosos com pressão <a href="/category/arte/" title="View all posts filed under arte">arte</a>rial elevada. Avaliará também os níveis de depressão e ansiedade em 80 voluntários que serão acompanhados por três meses. Metade deles meditará duas vezes por dia durante 20 minutos. O trabalho começa em setembro. “Queremos ver se a meditação terá efeitos significativos para essas pessoas”, afirma Márcia. Por enquanto, as evidências mostram que há benefícios palpáveis. “Na depressão, a meditação ajuda o indivíduo a identificar pensamentos e emoções que o levam a um estado indesejável”, explica Elisa Kozasa, pesquisadora da Unifesp.</p>
<p>É claro que meditar – assim como fazer <a href="/category/trico/" title="View all posts filed under tricô">tricô</a> – não é panacéia. “Se o praticante faz um tratamento, orientamos que prossiga com ele”, conta Luciana, do Brahma Kumaris. Quando se propõe o uso de tais estratégias, é importante entender que esses métodos são complementares à terapia indicada pelo médico. E também é preciso saber que esses expedientes precisam ser praticados com freqüência para que promovam os benefícios esperados. É como exercício físico. Uma vez só não adianta.</p>
<p>Publicado em IstoÉ <strong>27/07/2005</strong></p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/17/mente-mais-leve-com-trico/">Mente Mais Leve com Tricô</a></p>

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		<title>O Livre Arbítrio e as Circunstâncias da Vida</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Oct 2007 12:46:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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&#160; “O ser humano não é completamente condicionado e definido. Ele define a si próprio seja cedendo às circunstâncias, seja se insurgindo diante delas. Em outras palavras, o ser humano é, essencialmente, dotado de livre-arbítrio. Ele não existe simplesmente, mas &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/o-livre-arbitrio-e-as-circunstancias-da-vida/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/o-livre-arbitrio-e-as-circunstancias-da-vida/">O Livre Arbítrio e as Circunstâncias da Vida</a></p>
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<p class="entrybody">
<p align="center"> 			<a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/pequin.jpg" title="pequin.jpg"><img src="http://terapiabiografica.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/10/pequin.jpg" alt="pequin.jpg" /></a></p>
<p class="snap_preview">
<p align="center">&nbsp;</p>
<p>“O ser humano não é completamente condicionado e definido. Ele define a si próprio seja cedendo às circunstâncias, seja se insurgindo diante delas. Em outras palavras, o ser humano é, essencialmente, dotado de livre-arbítrio. Ele não existe simplesmente, mas sempre decide como será sua existência, o que ele se tornará no momento seguinte.”</p>
<p>Viktor Frankl</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/o-livre-arbitrio-e-as-circunstancias-da-vida/">O Livre Arbítrio e as Circunstâncias da Vida</a></p>

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		<title>Pó e Luz</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Oct 2007 12:33:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/po-e-luz/"></g:plusone></div>
“Não há oposição entre o conhecimento de si mesmo que a psicologia propõe e o conhecimento de si mesmo que a espiritualidade propõe. Porque uma psicologia que não se abre a um itinerário espiritual corre o risco de nos enclausurar &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/po-e-luz/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/po-e-luz/">Pó e Luz</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/po-e-luz/"></g:plusone></div>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt" align="center"><a href="http://tecerdavida.files.wordpress.com/2007/08/francisco_sol.jpg" title="francisco_sol.jpg"><img src="http://tecerdavida.files.wordpress.com/2007/08/francisco_sol.jpg" alt="francisco_sol.jpg" /></a></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt"><font size="3">“Não há oposição entre o conhecimento de si mesmo que a psicologia propõe e o conhecimento de si mesmo que a espiritualidade propõe. Porque uma psicologia que não se abre a um itinerário espiritual corre o risco de nos enclausurar e, mesmo, nos desesperar. (…) Assim, o que impressiona em um ser humano que entrou neste caminho de transformação é, ao mesmo tempo, sua grandeza e humildade. Ele sabe que é pó e que ao pó retornará. Mas sabe também que é luz e que à luz retornará. E o que é o ser humano, senão esta poeira que caminha para a luz e que dança nela? É a este caminhar, a esta marcha que nós somos convidados por Fílon de Alexandria, Francisco de Assis e Graf Durckheim. E a vocês todos, desejo uma boa caminhada, um belo itinerário, com cumes e vales a atravessar. Porque o importante mesmo é caminhar!”</font></p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0pt">Extraído do Prefácio do livro Terapeutas do Deserto, de Leonardo Boff e Jean-Yves Leloup</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/15/po-e-luz/">Pó e Luz</a></p>

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		<title>Estar Presente na Arte</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Oct 2007 15:49:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marceloguerra</dc:creator>
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		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[outras visões]]></category>
		<category><![CDATA[Outros blogs]]></category>

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		<description><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/11/estar-presente-na-arte/"></g:plusone></div>
&#62;&#62;A Eleonora é uma artista gaúcha que edita um excelente blog chamado Pintando a Vida e eu retirei este artigo de lá, falando sobre pintura:  Qualquer material de pintura, em especial a aquarela, por ser a mais fluida,exige um estado &#8230; <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/11/estar-presente-na-arte/">Continue reading <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/11/estar-presente-na-arte/">Estar Presente na Arte</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="display:inline;float:right;margin-left:1em"><g:plusone href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/11/estar-presente-na-arte/"></g:plusone></div>
<p>&gt;&gt;A Eleonora é uma artista gaúcha que edita um excelente blog chamado <a href="http://pintandoavida.blogspot.com/">Pintando a Vida</a> e eu retirei este artigo de lá, falando sobre pintura:</p>
<p align="center"><img src="http://bp0.blogger.com/_0eMOYMnXy6w/Rm_8Z48sSqI/AAAAAAAAAC4/6jsXbRJH9P8/s320/fundo+azul+e+ouro.jpg" height="240" width="320" /></p>
<p> Qualquer material de pintura, em especial a aquarela, por ser a mais fluida,exige um estado de atenção para conduzí-lo no papel ou tela, ao mesmo tempo que traz uma satisfação ao observar-se os lindos efeitos produzidos. A tinta sempre funciona como um meio sensual. É importante “estar no corpo” ao pintar, olhar o que está produzindo, e prestar atençâo ao gesto, a pincelada, além de saber valorizar o que fez, para não repassar e repassar, destruindo o que conseguiu, em busca de algo que nunca vai chegar&#8230;É estar presente. E no estar presente as emoções passam pelas mãos e pincel e plasmam no papel. Assim, podemos dizer que a pintura leva a expressar os afetos, corporalmente, concretamente.</p>
<p>Post from: <a href="http://terapiabiografica.com.br/blog">Tecendo a Própria Vida, escrito por Marcelo Guerra</a><br/><br/><a href="http://terapiabiografica.com.br/blog/2007/10/11/estar-presente-na-arte/">Estar Presente na Arte</a></p>

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